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Gestão & Liderança Postado em terça-feira, 30 de maio de 2017 às 16:27
Um cenário altamente complexo que atinge em cheio as organizações, seu planejamento, posicionamento e, principalmente, suas pessoas, exigindo uma reinvenção diária, atitudes disruptivas e um protagonismo nunca antes experimentados adicionalmente, a uma velocidade que só cresce. Neste contexto a figura da liderança, individual, empresarial ou governamental, emerge como necessidade urgente. Aquele que assume o manche da situação, que tem a visão e o direcionamento para onde se deve seguir, as diretrizes e principalmente: por que se deve caminhar na direção apontada.

Em célebre frase, Einstein já dizia que não é possível obter resultados diferentes fazendo as mesmas coisas. Em cenários altamente complexos é fundamental evocar o máximo da capacidade analítica para encontrar novas oportunidades, resolver problemas de gestão com alta complexidade, antecipar cenários, criar e executar novas estratégias. Sobretudo a sensibilidade e grande habilidade para desenvolver talentos.

As mudanças desencadeadas passam a exigir profissionais e líderes com novas e exigentes competências e habilidades. De flexibilidade, consistência e multifuncionalidade a multiqualidades.

Uma importante característica deste líder eficaz é que ele não se enfurna atrás de sua mesa no papel de apontar o que cada um deveria fazer, buscando culpados e desculpas para a situação adversa e instável. Este líder está tão profundamente envolvido em sua visão e crença de que tem a responsabilidade de virar o jogo, que seu entusiasmo natural tem o poder de contagiar e inspirar todos que estão ao seu redor. Sua firme vontade de fazer a organização prosperar desperta e alimenta a paixão de todos, conduzindo o time em direção à realização de suas metas.

Os líderes são os verdadeiros agentes de mudança em cenários incertos como os que estamos vivendo. Liderar significa conquistar as pessoas, envolvê-las para que coloquem sua mente, coração, criatividade e excelência a serviço de um objetivo, fazendo com que se empenhem ao máximo nessa missão.

O líder assume o delicado papel de promover segurança à sua equipe, que muitas vezes com poder limitado de tomar decisões, podem se sentir a mercê das incertezas. Esta segurança vem da demonstração que está no controle, que tem autonomia, está preparado e sabe o que fazer em sua missão de liderar o time. O líder transmite a confiança e credibilidade à equipe, posicionando-se com uma referência digna de ser seguida.

Ao líder ainda cabe a função de abrir suas portas, colocando-se à disposição com autenticidade, escuta ativa, compartilhando informações e dando feedback na medida em que ele é possível e necessário.

5 diferenças que a liderança eficaz faz nas organizações em tempos de crise:

- Uma gestão competente munida de uma liderança eficaz permite a manutenção dos ânimos da equipe, fazendo com que permaneçam motivados;
- Características natas de liderança engajam as equipes;
- Um líder autêntico assume as consequências de suas decisões e por isso gera na equipe a percepção de comprometimento e confiabilidade;
- Um verdadeiro líder sabe tomar decisões difíceis sem pestanejar, e em tempos de crise essa tarefa se torna ainda mais importante;
- Em um momento de vários problemas, um bom líder é capaz de trabalhar inúmeras soluções.

Liderar é uma tarefa diária, árdua e complexa, e que traz consigo uma realização impar. A liderança acontece através das ideias, visão clara e princípios bem estabelecidos e é a partir da visão deste líder que toda a equipe irá segui-lo, ou não. Esta visão deve ser inspiradora, e as atitudes do líder devem ser coerentes e estar alinhadas com esta visão. É imprescindível que o líder seja fiel às suas ideias.

Saber aonde se quer chegar, liderar na linha de frente, ter boas pessoas e formar um bom time. Ter em sua equipe bons profissionais, que dominem cada uma das coisas que precisam ser feitas. Não é possível ser bom em tudo sozinho. Esta é a verdadeira importância do trabalho em equipe, pois em um time, os pontos fracos são compensados e os pontos fortes são potencializados. Nenhuma pessoa pode ter todas as habilidades que uma organização ou uma situação precisa. Ter boas pessoas também significa ter pessoas de caráter e valores, sobretudo de coração e atitudes positivas.

Tempos difíceis não criam líderes. Tempos de crise apenas mostram o tipo de líderes que dispomos nas organizações. Liderar no final das contas é mais arte do que ciência, mais ação do que reação, mais quem é você do que o que você faz.

Fonte: Fabiana Mendes - Gouvêa de Souza
Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 30 de maio de 2017 às 16:21
Pelas demandas que temos encontrado fortemente nos últimos anos apresento, de forma simples e objetiva, um modelo eficiente para mudanças com resultados rápidos no curto prazo: os QUICK WINS (ganhos rápidos).

Neste artigo, vamos falar sobre conceito, recomendações e os erros mais comuns sobre o tema.

CONCEITO

Definição básica

Os QUICK WINS são oportunidades de melhorias que possuem características de baixa complexidade de execução (com curto prazo) e considerável potencial de benefício.

Ao aprofundar o conceito, para identificação e classificação mais precisa dos QUICK WINS, as oportunidades devem se enquadrar dentro dos critérios abaixo:

- Causa raiz do problema identificado;
- Oportunidade com escopo bem claro e definido;
- Baixa complexidade de implementação (ex: recursos, áreas, aprovações e sistemas);
- Prazos de implementação de 30 a 60 dias;
- Baixo investimento de capital (ou nenhum);
- Impactos mensuráveis e estimados – ROI!

O QUICK WIN deve ter baixa complexidade de implementação e médio/alto potencial de benefício. Características diferentes destas devem ser reavaliadas, podendo virar até projetos. Determinadas oportunidades podem não valer a pena o esforço de implementação, devendo ser descartadas.

Como identificar

Durante nossos projetos, com as metodologias que utilizamos, os QUICK WINS podem ser identificados de diversas formas. Abaixo as mais comuns e efetivas:

- Realização de brainstorming com a equipe;- Solicitação de sugestões às áreas cliente e fornecedoras na empresa;- Pesquisa com os clientes e fornecedores da empresa;- Observar a execução do trabalho diário da equipe e ouvi-los sobre dificuldades e oportunidades;- Coletar e analisar informações de pesquisas de clima, “caixa de sugestões”, chamados de sistema, ouvidoria. Estas podem ser ricas fontes de informações!- Consultorias, claro… em determinados projetos, chegamos a identificar dezenas de oportunidades de melhorias, sendo 10 a 15% de QUICK WINS.

Exemplos de QUICK WINS

Em nossas experiências com projetos para segmentos diversos, costumamos desenvolver QUICK WINS que auxiliam os negócios nos diferentes aspectos:

- Eliminação de etapas desnecessárias de processos;
- Alteração de procedimentos ineficientes;
- Redesenho de formulários;
- Melhor comunicação entre áreas;
- Ajustes de layout de loja;
- Inclusão de planilhas ou ferramentas simples de controle e planejamento;
- Utilização de recursos disponíveis e “desconhecidos” nos sistemas;
- Treinamentos!

RECOMENDAÇÕES

Os QUICK WINS geralmente são simples e não deveriam existir muitas complicações para sua execução. Para ampliar ainda mais as chances de sucesso, seguem algumas recomendações:

- Organize todas as oportunidades em um controle, mesmo que não seja implementado neste momento;
- Estruture atividades, prazos e responsáveis como um projeto, mas sem a burocracia de um;
- Formalize! Tenha por escrito e compartilhado com a equipe, assim como seu acompanhamento;
- Garanta que todos os envolvidos estão cientes dos objetivos, importância e benefícios com a iniciativa;
- Valorize a fonte de captação da oportunidade, bem como a equipe de execução;
- Avalie a capacidade de execução, seja em conhecimento ou tempo disponível;
- Demonstre e compartilhe os benefícios!

ERROS MAIS COMUNS

Apesar de ser um conceito simples na sua essência, nem sempre sua identificação e implementação são bem-sucedidas.

Dentre as principais razões, destaco as seguintes:


- Análise rasa do problema (dificuldade na comprovação);
- Foco excessivo nos detalhes. QUICK WIN é para ser simples!
- Priorização de outras atividades (dia a dia, outras iniciativas);
- Falta de capacidade de execução “know how”;
- Falha na comunicação (“combinar com os russos”);
- Falta de patrocínio, as iniciativas devem ser “bancadas” pelo responsável da área.

Que tal acelerar e garantir esses pequenos e importantes passos para melhorar a performance e qualidade de execução da sua empresa?

Fonte: Roger Abe - Gouvêa de Souza