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Estratégia & Marketing Postado em segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025 às 14:01


Em 2024, o consumidor do Mercado Livre procurou mais por três categorias: Casa & Decoração, Moda & Beleza e Eletrônicos. Estes são alguns dos dados compartilhados pela companhia na primeira edição do Meli Trends Brasil. O estudo trouxe os principais hábitos de consumo dos usuários da plataforma no país.

O tênis foi o produto mais vendido em Moda, com aumento de 40% em relação a 2023. Se enfileirados, os itens que saíram do Centro de Distribuição do Mercado Livre em 2024 poderiam dar 947 voltas na Avenida Paulista
Os perfumes foram os mais vendidos em Beleza, com aumento de 61% sobre 2023. Os itens transacionados empilhados equivaleriam a 505 vezes a altura dos obeliscos do Ibirapuera.

Também foram tendência, os produtos fitness, com média de 30 buscas por segundo pelo termo no Brasil e que teve a Creatina entre um dos cinco itens mais procurados no ano.
A publicação revela ainda a consolidação das categorias Moda, Beleza e Supermercados, que tiveram forte crescimento ao longo do ano, impulsionadas pelo aumento da recorrência de compra.

Entre os produtos mais buscados, estão:
1. Jogo de Lençol Queen
2. Samsung Galaxy S23
3. Kit camisetas básicas masculinas
4. Apple iPhone 13
5. Creatina Monohidratada

Os campeões em vendas na categoria Supermercados foram:
1. Azeite De Oliva Terras De Camões
2. Sabão Em Pó OMO
3. Cerveja Heineken Long Neck

Impacto cultural

Entre os fatos culturais que mais influenciaram o consumo estão o sucesso da cantora Ana Castela, cujos produtos associados tiveram quase dez buscas por minuto no Brasil durante o ano; e o show histórico da rainha do pop Madonna na Praia de Copacabana. Já a expectativa das estreias de filmes como Divertida Mente e 2 e Lilo & Stitch estimularam as buscas por brinquedos e itens personalizados.

De acordo com Roberta Donato, diretora sênior de Marketplace no Mercado Livre, a forma como o brasileiro pesquisa e compra está em constante evolução. Por conta disso, a executivo explica que a conexão com público é uma parte importante público para elevar a experiência do usuário.
“Segundo pesquisa da Kantar, 86% dos brasileiros utilizam a nossa plataforma diretamente para comprar e para buscar ofertas. Isso significa que os interesses de compra que revelamos nesta publicação refletem os hábitos e tendências culturais do país”, afirma.

Regional

A publicação revela ainda qual foi o item mais vendido em cada estado brasileiro. O jogo de lençol queen manteve-se na ponta em mais de um terço dos 27 estados. Os suplementos alimentares foram outro destaque, com itens liderando o ranking de vendas em nove. Já a cerveja liderou em quatro unidades federativas.

Fonte: Ecommerce Brasil
Economia & Atualidade Postado em terça-feira, 18 de fevereiro de 2025 às 10:21


Oscilação das ações está mais atreladas a fatores macroeconômicos do que a fundamentos específicos das empresas, segundo banco.

As ações da Vivara (VIVA3) e Lojas Renner (LREN3) estão entre as maiores quedas do Ibovespa nesta sexta-feira, 7, após o Bradesco BBI rebaixar a recomendação dos papéis para neutro em um relatório que revisou toda a a tese em varejo de moda. A Vivara caía 2,85% e a Renner, 3%, perto de meio-dia.

O banco também reduziu o preço-alvo das ações para R$ 25 e R$ 16, respectivamente, refletindo preocupações com margens e desafios operacionais.

Vivara: crescimento desacelera e pressão na margem preocupa

A Vivara, líder no setor de joias, teve sua recomendação rebaixada devido à desaceleração no crescimento das vendas e pressão sobre a margem bruta.

Nos cálculos do time do Bradesco BBI, as vendas brutas devem crescer apenas dois dígitos médios no quarto trimestre de 2024, abaixo dos 20% registrados no trimestre anterior.

Além disso, fatores como custos elevados com pessoal na fábrica de Manaus e um ciclo de estoques mais alto, influenciado pelos preços do ouro, podem impactar o capital de giro da companhia.

O banco também aponta uma menor abertura de lojas em 2025 (50 unidades ante 72 em 2024), dificultando uma retomada acelerada do crescimento.

Para que a recomendação volte a ser positiva, o banco destaca que a companhia precisa mostrar sustentabilidade no crescimento da bandeira Life, melhora na margem bruta e maior previsibilidade nos retornos e fluxo de caixa.

Lojas Renner: margens pressionadas e impacto do câmbio

A Lojas Renner também teve seu rating cortado devido a preocupações com as margens e potenciais revisões negativas nas projeções de lucro.
O Bradesco BBI observa que a margem EBITDA do varejo foi impactada por fatores não recorrentes em 2024, como uma recuperação tributária de 1,7 ponto percentual, que não deve se repetir em 2025.

Outro ponto de alerta é o impacto do câmbio sobre os custos, uma vez que 30% a 35% do COGS (custo dos produtos vendidos) da companhia estão atrelados ao dólar.
O novo centro de distribuição da Renner também adiciona pressão nas despesas, o que pode continuar afetando as margens no curto prazo.

Para que a Renner volte a ser vista de forma mais positiva, o banco destaca que a empresa precisa acelerar a maturidade do centro de distribuição, melhorar a produtividade das lojas e encontrar uma solução para a estrutura de capital, que conta com R$ 1,4 bilhão em caixa líquido.

Outras mudanças no setor de vestuário

Além de Vivara e Renner, o Bradesco BBI também rebaixou a recomendação do Grupo SBF (SBFG3) para neutro, reduzindo o preço-alvo para R$ 13.
O banco citou menor espaço para crescimento da receita e desafios para a rentabilidade, especialmente pelo impacto cambial na margem bruta e a margem EBITDA já próxima do teto histórico de 12%.

A Guararapes (GUAR3), dono da Riachuelo, manteve recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 8, devido ao risco de revisão negativa dos lucros, enquanto a C&A (CEAB3) foi elevada para compra m, com preço-alvo de R$ 14.
O banco destaca que a C&A tem apresentado melhorias estruturais e um múltiplo relativo mais atrativo, com potencial de crescimento via Fashiontronics (portfólio de eletrônicos) e expansão de margem.

Diante desse cenário, o Bradesco BBI reforça uma visão mais cética para o setor de vestuário e lifestyle, enfatizando que as valorizações das ações estão mais atreladas a fatores macroeconômicos do que a fundamentos específicos das empresas.

Fonte: Exame