Notícias


Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 13 de agosto de 2024 às 15:57


Pesquisa Anual de Comércio aponta aumento de 80% na quantidade de lojas que realizam vendas online entre 2020-22, e cross border representa novo desafio para setor.

A pandemia de Covid-19 causou um impacto no comércio brasileiro e, consequentemente, nos empregos. Porém, segundo avaliação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) com base nos dados da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 25 de julho, o setor tem se recuperado. Os números do estudo mostram que, após a queda, foi possível ver uma recuperação de unidades locais de revendas, que atingiram níveis semelhantes aos de 2019.

A crise sanitária resultou em 112 mil de pontos de vendas a menos em operação no setor ao final de 2020. A maior queda foi percebida no comércio varejista, com uma redução de 8,7% em um ano. Já a quantidade de fechamentos líquidos no setor automotivo surge logo em seguida, com um encolhimento de 8,5% nos pontos de vendas de veículos e autopeças. Ao mesmo tempo, o comércio atacadista conseguiu crescer 3,1% ao abrir 7.014 unidades.

Porém, em 2022, o comércio conseguiu restabelecer a quantidade de unidades locais de revenda e voltar ao patamar alcançado em 2019, com 1,62 milhão de estabelecimentos.

“Foi divulgado recentemente pelo IBGE um conjunto de dados muito importantes sobre o comércio no Brasil”, comenta Fabio Bentes, economista da CNC. “A pesquisa anual de comércio de 2022, embora seja um retrato defasado em relação ao que se vive hoje no Brasil, revelou e confirmou a recuperação do comércio desde o início da pandemia. Se houve recuperação no número de lojas, houve recuperação também no emprego. O comércio, em 2022, empregou formalmente mais de 10,3 milhões de colaboradores, o mesmo patamar de 2019. Portanto, o comércio, nesses 3 anos, conseguiu reaver esses dois termômetros muito importantes da atividade em nível que se tinha antes da pandemia”.


Recuperação do comércio

Além disso, segundo a PAC, as 10,3 milhões de pessoas empregadas receberam R$ 318,0 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Isso gerou R$ 6,7 trilhões de reais em receita líquida operacional para os espaços físicos comerciais. Ao mesmo tempo, esse avanço foi resultado do nascimento de empresas atacadistas, cuja quantidade de lojas já era 17,7% maior que em 2019 – o equivalente a 40,1 mil novas lojas. Tanto o varejo (-247 mil lojas) quanto o comércio automotivo (-14 mil lojas) ainda não haviam retomado o número de postos de venda observado três anos antes.

“A Pesquisa Anual de Comércio 2022 do IBGE confirmou a recuperação do comércio também em relação à receita operacional. O setor apresentou um crescimento de 68% na receita operacional líquida, se comparada a 2020. Portanto, o setor, em três anos, conseguiu crescer bastante em termos de geração de receitas, e essa recuperação na receita operacional líquida se deu, sobretudo, por conta da digitalização do consumo. A quantidade de estabelecimentos que vendem online cresceu 80% em um período em que as vendas do e-commerce brasileiro cresceram 225%”, pontua Bentes.

O executivo ainda aponta que o salário médio no setor alcançou dois salários mínimos por mês, algo inédito na pesquisa. “Lembrando que, nos últimos 15 anos, houve um aumento de cerca de 148% na inflação, e o salário médio cresceu mais de 240%, portanto, um aumento real de renda para o trabalhador do comércio”, acrescenta.

Bentes pontua ainda que, diante dos números, fica um grande desafio para os próximos anos: como o comércio brasileiro vai lidar com o cross border, a grande variedade de produtos que vêm especialmente da Ásia para o Brasil? Ele reforça ainda que essa questão demanda ações do setor público para ajudar a proteger o comércio na medida em que, nesses países, os produtos são produzidos de forma muito barata e isso gera uma concorrência desleal aos preços desses itens praticados pelos varejistas brasileiros.


Mesmo com e-commerce em alta, há desafios

Apesar dos sinais positivos, o comércio brasileiro ainda enfrenta grandes desafios. A crise econômica de 2015-16 e a pandemia resultaram em uma perda significativa de pontos de venda, com 112 mil empresas a menos em operação em 2020, representando uma queda de 7% em relação ao ano anterior. Além disso, a desvalorização do real e o aumento dos preços dos combustíveis podem afetar as expectativas de crescimento para o próximo ano.

“A digitalização e o crescimento do atacarejo são tendências que vieram para ficar, mas precisamos estar atentos aos desafios macroeconômicos que podem afetar o setor. Mesmo com as incertezas, a Confederação vê um potencial de avanço no volume de vendas no varejo, baseado nos recentes resultados positivos e nas tendências macroeconômicas favoráveis”, comenta Bentes.

A recuperação das vendas e o aumento da empregabilidade no setor são sinais encorajadores, mas o comércio brasileiro precisará continuar se adaptando às mudanças estruturais e aos desafios econômicos para manter o ritmo de crescimento observado em 2022.

Fonte: Consumidor Moderno
Economia & Atualidade Postado em terça-feira, 13 de agosto de 2024 às 15:52


Entre os anúncios, Julia Rueff, que até então atuava como VP de marketplace do Mercado Livre, passa a liderar o Globoplay, levando expertise D2C e em parcerias para o serviço de streaming brasileiro.

A Globo divulgou a nova estrutura de sua diretoria de Produtos Digitais e Canais Pagos, que agora passará a se chamar Produtos Digitais. Além disso, foi anunciada a contratação de Julia Rueff para conduzir o Globoplay. A executiva, até então VP de Marketplace do Mercado Livre, se junta ao time comandado por Manuel Belmar, colocando sua forte visão e expertise D2C e em parcerias a serviço da evolução da plataforma de streaming brasileira.

Publicitária, formada pela PUC-RJ, com MBA em Negócios pelo Insper, passagem por diferentes segmentos e há cerca de 20 anos à frente de ambientes digitais, Julia terá papel importante na consolidação do Globoplay como destino de consumo premium do público brasileiro, a partir de uma experiência cada vez mais fluida e moderna. Experiente em transformação de negócios, a executiva participou, nos últimos sete anos, da transformação e ampliação da atuação do Mercado Livre no Brasil.  Com formação pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, a executiva é também conselheira da TV1.

Ao lado de Julia, na estrutura de Belmar, estarão Tatiana Costa, como diretora de Canais de Entretenimento e Notícias & Conteúdo, área que passa a integrar a gestão dos conteúdos à dos canais pagos não-esportivos; Eduardo Gabbay, à frente dos Canais de Esportes; Rodolfo Bastos, como diretor de Produtos de Publishing; e Andrea Tuttman, responsável pela área de Inteligência e Portfólio.


 Mudanças na Alpargatas

A Alpargatas, proprietária da marca Havaianas, anunciou a nomeação de Fernando Rosa como presidente da Unidade de Negócios Havaianas Brasil. Com mais de 20 anos de experiência, Fernando já liderou áreas de vendas, marketing e comercial em empresas como Coca-Cola, BRF, Pepsico, Danone, além de ter sido Presidente da Kraft Heinz no Brasil.

Como novo Presidente da Havaianas Brasil, Fernando Rosa assume a responsabilidade de impulsionar o crescimento sustentável da marca no país, com foco na manutenção da liderança de mercado e no desenvolvimento de novas competências para expandir em mercados emergentes e categorias como moda masculina e infantil. Fernando também integrará o Comitê Executivo Global da Alpargatas, reportando-se diretamente ao CEO, Liel Miranda. Ele começará suas funções no dia 16 de setembro.


Novos diretores na C&A

Na C&A, também houveram mudanças na equipe de liderança com a chegada de novos diretores nas áreas de Operações, Planejamento Comercial e E-commerce. Os profissionais, reconhecidos no setor varejista, chegam para fortalecer a estratégia omnicanal e de inovação da empresa. Roni Magalhães, com mais de 25 anos de experiência em negócios digitais, foi anunciado como novo diretor de Canais Digitais. O executivo tem histórico em empresas como Submarino, Magazine Luiza, Pernambucanas e Renner.

Já Mariana de Paiva Guimarães assumiu a posição de diretora de Planejamento Comercial. Engenheira de Produção pela Poli-USP e com MBA em Administração de Empresas pela INSEAD, Mariana tem experiência de 12 anos em consultoria, vendas e estratégia, tendo passado por grandes empresas, como a consultoria McKinsey & Company. Sua expertise abrange planejamento comercial, gerenciamento de crescimento de receita e estratégias de entrada no mercado.
A C&A também anunciou a promoção de Claudia Simon, que há mais de 20 anos integra a companhia, onde iniciou sua carreira como trainee. Claudia, que ocupava o cargo de head de Operações, agora assume a posição de Diretora de Operações. Formada em Administração pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e com MBA em Gestão de Negócios pelo Ibmec, ela desempenhou papel crucial no desenvolvimento de processos operacionais eficientes e no fortalecimento da jornada omnicanal da C&A.


Novo CEO na Loja do Mecânico

A Loja do Mecânico, empresa omnicanal de máquinas e ferramentas para América Latina, nomeou Guilherme Favaro como seu novo CEO. O executivo, que está há um na liderança financeira da empresa, assume a posição com o objetivo de continuar o plano estratégico de crescimento, que passa pela expansão de novos canais de venda e de novos clientes, e que reforça uma história de mais de 30 anos como varejista digital especializada, fazendo frente a um mercado avaliado anualmente em mais de R$ 150 bilhões, onde o varejo representa aproximadamente 50%.

Favaro assume o novo cargo com sua experiência multidisciplinar para a posição, com passagens em bancos de investimento nas áreas de fusões e aquisições e mercado de capitais. Ocupou ainda posições de liderança na Tok&Stok, na BCredi (Creditas), além de experiências internacionais na RHI Magnesita, líder global da indústria de refratários. Formado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, e em Engenharia Financeira pela École Polytechnique Fédérale de Lausanne.

“É um privilégio assumir a liderança da Loja do Mecânico, uma companhia 100% brasileira e protagonista de sucesso. Estou comprometido em fortalecer nosso pioneirismo digital enquanto expandimos para novos canais e desenvolvemos nossa rede. Animado para colaborar com acionistas, fundadores e toda a equipe na construção do nosso futuro”, comenta o novo CEO.


RedDoor Agency anuncia novo diretor

A RedDoor, agência de Brand Experience e Live Marketing, com escritórios em São Paulo, Cidade do México, Lisboa e Madrid, anunciou a contratação de Eduardo Marcondes como diretor Associado de Arquitetura e Experiência Imersiva. O executivo tem uma trajetória de mais de 20 anos em cenografia corporativa. No novo cargo, ele irá liderar uma equipe composta por cerca de 12 profissionais, incluindo especialistas em modelagem 3D e arquitetos, focada em desenvolver novas experiências e aprimorar os padrões de documentação, processos e integração entre as áreas. Ele também será responsável por expandir a expertise brasileira em eventos para os mercados internacionais onde a RedDoor atua.

Ao longo de sua carreira, Eduardo Marcondes desenvolveu projetos para grandes agências e marcas renomadas como Audi, Volkswagen, Ray-Ban, Natura, SPFW, Motorola, Google, Waze e YouTube, entre outras.

Fonte: Consumidor Moderno