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Economia & Atualidade Postado em quarta-feira, 07 de agosto de 2024 às 10:12


Conectados mais cedo e com maior demanda por personalização, Alphas representam novo desafio para marcas e mercado de trabalho.

Atualmente, muito se fala sobre a Geração Z, pessoas de 13 a 27 anos, mas você sabe quem são os integrantes da Geração Alpha, ou Alfa, e quais são as suas particularidades? Essa geração é mais nova, nascida a partir de 2010, no entanto, já está provocando mudanças significativas em questões relacionadas à saúde mental e aos hábitos de comportamento de consumo.

Uma pesquisa produzida pela Paramount, que avaliou aspectos da Geração Alpha, mostra que nos Estados Unidos existem 48 milhões de pessoas dessa geração, o que representa 15% da população. A estimativa é que impactem a economia em US$ 5,4 trilhões nos próximos anos. E quanto ao impacto da Gen Alpha brasileira?

Para começar a entender melhor a Gen Alpha, primeiro é preciso aprendermos sua língua e percebermos como veem o mundo, pois como toda geração, é moldada pelos fatores macroeconômicos que estão acontecendo. No caso dessa geração, em específico, os fatores são: a pandemia da Covid-19, lockdown, crise de acessibilidade, aumento da polarização da sociedade e crise política.

A questão é que, apesar das gerações terem várias similaridades, incluindo serem impactados por esses fatores, os integrantes da Gen Alpha possuem uma visão de mundo muito diferente da Geração Z, pois muitos deles já nasceram em uma realidade multicultural. Por isso, é estimado que essa será a geração mais diversa, o que provavelmente mudará o funcionamento da lógica de consumo e das relações no modo em que conhecemos.

A prova disso é que a estrutura familiar da Geração Alpha é mais diversa, com famílias multigeracionais e com mais pessoas da comunidade LGBTQIA+ fazendo parte disso. A pesquisa da Paramount traz vários insights que despertam um novo olhar sobre essa questão:

A puberdade da Gen Alpha começa a partir dos 8 a 9 anos, bem antes que da Gen Z e dos Millennials (está cada vez mais cedo);
54% dos pais da Gen Alpha acreditam que sabem muito mais sobre criar um filho que as gerações anteriores;
E 65% dos pais da Gen Alpha dizem ser mais importante ter mais habilidades emocionais e sociais do que intelectuais. 

Cerca de 60% dos pais da geração Alpha são Millennials, o que é bem compreensível, visto que atrasaram a infância, ao mesmo tempo que a GenZ mais velha – já não tão novinha assim – também possui filhos da Gen Alpha. Além disso, por não quererem que seus filhos passem pelo sofrimento que vivenciaram, se preocupam cada vez mais com a saúde mental e bem-estar dessas crianças, tendo mais influência no desenvolvimento e na compreensão infantil. 

Esses familiares querem que os filhos cresçam com uma boa saúde mental e sejam estáveis para encontrarem um emprego que gostem, o que faz com que a Gen Alpha fique cada vez mais distante das expectativas limitantes do passado, sendo possível ter uma leque maior de interesse de atividades. As novas configurações familiares incentivam que tenham liberdade para explorar quem são e desenvolver essas paixões através desses hobbies.

Em relação à tecnologia, a Geração Z costumava receber o seu primeiro celular com 12 anos, enquanto muitos membros da Geração Alpha ganham um smartphone aos 9 anos. Inclusive, por conta desse acesso quase que precoce aos aparelhos, a pesquisa da Paramount constatou que muitas escolas americanas estão querendo proibir o uso dos celulares no ambiente escolar. Cenário que se repete no Brasil, sob todos os aspectos.

Porém, mesmo que não utilizem na escola, os Gen Alpha estão conectados nos outros lugares e estão vivendo a era do algoritmo, então tudo precisa ser personalizado. Já sabemos que a GenZ está mudando a sua fonte de conhecimento, pois as informações são pesquisadas no TikTok e não mais no Google. A Geração Alpha está seguindo pelo mesmo caminho, pois tudo o que eles fazem é em busca da personalização.

Esse comportamento demonstra que a Gen Alpha sabe bem o que quer. Sabe o que quer assistir na televisão ou consumir nas redes sociais, conforme o que deseja sentir. Usa produtos audiovisuais e o short content da creator economy como uma forma de gerenciamento de humor, pois quando quer rir, assiste a algo engraçado. É a primeira vez que uma geração tão nova tem essa percepção. 

Por isso, precisamos discutir a relação das redes sociais serem uma carga instantânea de dopamina – hormônio da felicidade, liberado quando algo é concluído –, e que provoca ao corpo sensação de prazer e satisfação, com as dificuldades de concentração da GenZ e da Gen Alpha. A necessidade de dopamina a todo instante tem afetado a formação educacional, e reflete diretamente no comportamento de milhões de novos profissionais ao adentrarem o mercado de trabalho.

Fonte: Consumidor Moderno
Estratégia & Marketing Postado em quarta-feira, 07 de agosto de 2024 às 10:10


6 em cada 10 consumidores estão dispostos a pagar mais por marcas que garantem a segurança de suas informações, aponta Serasa Experian, revelando maior conscientização.

Imagine um cenário onde a confiança é a moeda mais valiosa no mercado de consumo. Maria, uma jovem profissional de 30 anos, adora comprar online. Entre o trabalho e as demandas do dia a dia, ela encontra momentos de alegria ao explorar lojas virtuais, buscando produtos que complementam sua rotina e estilo de vida. No entanto, recentemente, Maria teve uma experiência amarga: após comprar um item em um site aparentemente confiável, descobriu que seus dados pessoais foram comprometidos. Esse episódio não só abalou sua confiança na loja, mas também a fez refletir sobre a importância da segurança em suas transações online.

Maria não está sozinha. De acordo com uma pesquisa recente da Serasa Experian, seis em cada dez consumidores compartilham do mesmo sentimento e estão dispostos a pagar mais caro por marcas que garantem a segurança de suas informações. Em um mundo onde a digitalização avança rapidamente e as ameaças cibernéticas se tornam mais sofisticadas, a confiança nas marcas tornou-se um diferencial competitivo crucial. As empresas que investem em segurança e transparência têm ganhado a preferência dos consumidores, que valorizam mais a tranquilidade de saber que seus dados estão protegidos do que a promessa de um preço baixo.

Segundo o levantamento da Serasa Experian, 86% dos entrevistados afirmaram que sempre ou geralmente escolhem comprar de marcas que consideram seguras, e 62% estão dispostos a pagar mais por produtos de empresas que garantam segurança online e reduzam o risco de fraudes. A preocupação com fraudes, que atinge 71% dos entrevistados, é um fator determinante para a preferência por marcas mais seguras.

“Esses números refletem uma tendência crescente de conscientização sobre segurança cibernética entre os consumidores, reforçando que a confiança é um fator significativo na decisão de compra”, afirma Caio Rocha, diretor de Produtos de Autenticação e Prevenção à Fraude na Serasa Experian. “Além disso, destaca a importância de uma infraestrutura robusta de segurança on-line. As empresas devem investir em tecnologias de proteção em camadas avançadas e práticas transparentes de privacidade para atender às expectativas dos consumidores e fortalecer sua posição no mercado”.

Segundo o executivo, a pesquisa revela uma maior conscientização sobre segurança digital, indicando que o elemento da confiança é essencial no momento da compra. “A presença de uma sólida segurança on-line também é crucial. Para alinhar-se às expectativas do consumidor e reforçar sua competitividade, as empresas precisam de medidas de segurança cibernética eficazes e de políticas claras de privacidade”.


Comportamento do consumidor nas compras virtuais

A pesquisa também revelou as 13 atividades mais comuns realizadas em ambientes digitais, sendo que nove delas estão relacionadas a transações financeiras. Os métodos de pagamento mais utilizados pelos consumidores são o cartão de crédito, preferido por 35% dos entrevistados, e o Pix, escolhido por 30%.

Além disso, em atividades on-line que envolvem transações financeiras, os brasileiros estão focados em:
Comprar roupas, eletrônicos ou produtos de beleza e bem-estar (58%);
Realizar atividades bancárias pessoais (66%);
Com pagamentos digitais com fornecedores online (57%);
Comprar ou vender coisas (56%);
Encomendar comida (49%);
Solicitar cartão de crédito (37%).
Segurança de dados pessoais e documentos

A pesquisa trouxe à tona um dado preocupante: 21% dos entrevistados admitiram já ter emprestado seus dados pessoais para terceiros, seja para realizar compras online, abrir contas bancárias ou obter empréstimos. Além disso, 14% dos respondentes relataram ter tido documentos físicos roubados ou perdidos, com 4% desses casos resultando em fraudes.

“Emprestar dados a terceiros é uma atitude alarmante e destaca a necessidade de uma conscientização maior sobre os riscos associados a essa prática. De um lado, as instituições devem implementar medidas robustas de segurança e autenticação, mas do outro, é essencial que os usuários entendam os riscos dessa conduta e as melhores práticas para proteger suas identidades on-line e off-line. A segurança de dados não é apenas uma responsabilidade individual, mas uma questão coletiva que exige ação e atenção constantes”, alerta Caio.

Em relação às medidas de proteção em transações digitais, as práticas mais adotadas pelos consumidores incluem o uso de senhas fortes (64%) e a cautela ao abrir links ou arquivos em aplicativos de mensagens (64%). Além disso, os brasileiros passaram a checar se o site online tem certificados de segurança confiáveis (55%) e a registrar duplo fator de autenticação nos aplicativos.

Fonte: Consumidor Moderno