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Gestão & Liderança Postado em terça-feira, 18 de fevereiro de 2025 às 10:08


A economia circular no Brasil tem ganhado destaque como uma solução inovadora para a sustentabilidade industrial. Esse modelo econômico propõe o redesenho dos processos produtivos, reduzindo o desperdício, maximizando o aproveitamento de recursos e promovendo a reintegração de materiais na cadeia produtiva. Empresas de diversos setores estão liderando iniciativas para fechar o ciclo produtivo com inovação e responsabilidade ambiental.

Cases de sucesso em economia circular no Brasil
Uma das referências no país é o projeto desenvolvido pela parceria entre o Grupo KWM (Kapersul Waste Management) e o Portobello Grupo, um dos maiores fabricantes de revestimentos cerâmicos do Brasil. Por meio dessa colaboração, cerca de 480 toneladas de papelão são recicladas anualmente para a produção de novas embalagens, fechando o ciclo de sustentabilidade e contribuindo para a redução de emissões de carbono.

O setor agroindustrial também tem se destacado com práticas de economia circular no Brasil. No Mato Grosso, empresas como Nutribras, Fermap e Natter implementam soluções sustentáveis que maximizam o aproveitamento de recursos.

A Nutribras trata dejetos de suínos em biodigestores, produzindo biogás para geração de energia e biofertilizante para lavouras. Essa estratégia fecha o ciclo produtivo, retornando nutrientes para o solo.

A Fermap, por sua vez, converte milho em etanol e raciona energia proveniente de biogás gerado durante a fermentação. Os resíduos também são utilizados como biomassa, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

Já a Natter se destaca pela produção de fertilizantes orgânicos a partir de coprodutos de tilápia. Os fertilizantes são usados na agricultura para a produção de grãos que, por sua vez, alimentam os peixes, fechando o ciclo de forma eficiente.

Contribuições da economia circular para o Brasil

De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Centro de Pesquisa em Economia Circular da Universidade de São Paulo (USP), 85% das indústrias brasileiras desenvolvem ao menos uma prática de economia circular. Essa transição é essencial para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e a redução da pegada de carbono.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) também tem promovido a pauta da economia circular no Brasil. O Conselho de Sustentabilidade da entidade apoia projetos de lei que incentivam a circularidade, incluindo o PL 1.874/2022, que institui a Política Nacional de Economia Circular, e o PL 2.524/2022, voltado para a circularidade do plástico.

Benefícios para o meio ambiente e negócios

A transição da economia linear para a circular oferece benefícios que vão além do ganho ambiental. Entre as vantagens estão:
Redução de custos: a reutilização de materiais diminui a dependência de matérias-primas virgens.
Inovação: promove a criação de novos modelos de negócio e soluções tecnológicas.
Competitividade: empresas que adotam práticas circulares se destacam no mercado pela sustentabilidade.
Contribuição ambiental: redução de emissões de gases de efeito estufa e diminuição de resíduos.

Fonte: Economic News Brasil
Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 05 de fevereiro de 2025 às 18:13


O resultado do quarto trimestre, o mais movimentado do varejo, foi o menos negativo do ano.

As vendas no varejo brasileiro caíram 0,8% em 2024, descontada a inflação, de acordo com o índice da empresa de meios de pagamentos Cielo (ICVA), informou a companhia nesta sexta-feira (31). Em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelos varejistas, houve alta de 3,5%.

Os dados da Cielo indicam que os três macrossetores do comércio que fazem parte do índice tiveram queda no faturamento: Bens Duráveis e Semiduráveis (-2,1%), Serviços (-1,0%) e Bens Não Duráveis (-0,2%) no ano passado.

No caso de Bens Duráveis, o segmento que apresentou a maior retração foi Materiais para Construção, afirmou a empresa. Serviços teve Estética e Cabeleireiros como o setor com maior variação negativa. Já Livrarias, Papelarias e afins foi o segmento de Bens Não Duráveis com a maior queda em relação a 2023.

“No primeiro semestre (de 2024), as enchentes que causaram uma tragédia climática no Rio Grande do Sul geraram um relevante impacto no Varejo da região e do país (queda de 0,7%). Já no segundo semestre, o recuo do comércio foi ainda mais acentuado (-0,9%). O Brasil enfrentou uma severa estiagem que, gradualmente, gerou alta no preço dos alimentos”, disse Carlos Alves, vice-presidente de tecnologia e negócios da Cielo, em comunicado à imprensa. Segundo ele, porém, o resultado do quarto trimestre, o mais movimentado do varejo, foi o menos negativo do ano.

“Os faturamentos dos meses de outubro e novembro, impulsionados pela Black Friday, foram um destaque… Dezembro, porém, não acompanhou este desempenho, afetado principalmente pela alta de preços de alimentos e do setor de transportes”, disse Alves, acrescentando que as vendas no trimestre recuaram 0,2% sobre um ano antes.

Fonte: Infomoney