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Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 23 de fevereiro de 2021 às 10:09


Diante da queda de lucros com medidas de isolamento social, setor está vendo a inovação como alternativa para suprir as novas necessidades de seus clientes.

A pandemia da Covid-19 trouxe perdas sem precedentes para o setor de shoppings centers. Em março de 2020, na fase mais restritiva das medidas de isolamento, a Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce) estima que todos os 577 estabelecimentos do país foram fechados, causando um prejuízo de 90% em comparação com o mesmo período de 2019.

O momento também veio acompanhado por uma queda no ticket médio dos estabelecimentos. Segundo a Abrasce, o medo da contaminação pelo coronavírus fez com que os visitantes passassem a ir com menos frequência aos shoppings e, dessa forma, tornassem suas compras mais assertivas.  E se o comportamento do consumidor mudou, os negócios precisam criar novas estratégias para acompanhar o ritmo.

Fernanda Pires, superintendente do Shopping Jardim Sul, do grupo brMalls, foi uma das gestoras que decidiram adotar uma nova estratégia. “Entendemos que a pandemia acabou gerando novas oportunidades de inovação, inclusive tornando o consumidor ainda mais omnicanalizado”, diz. Com isso, a executiva reforça a necessidade de adotar novos canais de comunicação para superar as barreiras do isolamento social, aproximando os lojistas dos consumidores.

A adoção do e-commerce foi uma das alternativas encontradas para isso. Atitude certeira, se considerarmos o relatório Hábitos de Consumo, publicado pelo Itaú em fevereiro. De acordo com o levantamento, realizado entre os clientes dos serviços bancários da empresa, as compras digitais chegaram a crescer 29% no ano passado.

No caso do Shopping Jardim Sul, Pires conta que a estratégia foi diferenciada. Os shoppings são atraentes pela sua variedade de opções, então nada mais lógico do que trazer essa característica para os ambientes virtuais. Surgiu então a ideia de montar um canal de vendas que reunisse todas as lojas em um mesmo marketplace.  “Assim, oferecemos aos clientes a possibilidade de ter o shopping inteiro na palma de suas mãos, com maior facilidade de encontrar produtos que buscavam e receber em casa no mesmo dia.”


Novos hábitos de consumo


A regra do momento é segurança e praticidade. Conforme mostra um relatório publicado pela consultoria Euromonitor, os consumidores agora estão cada vez mais exigentes e voláteis. A preferência está sendo dada para serviços mais personalizados e que atendam as necessidades dos clientes com velocidade. Para os shoppings, adotar essa postura estratégica também se mostra como uma alternativa de reacender o consumo.

Shoppings como o Jardim Sul e Metrô Santa Cruz optaram por novas medidas para suprir essa demanda. Um dos exemplos é o serviço de Personal Shopper, onde um profissional (orientado pelo cliente) sai em busca dos produtos desejados. O processo é simples: os clientes entram em contato via aplicativos de mensagens, transmitem a demanda para o profissional que em seguida vai em busca dos produtos. A entrega é via drive thru ou delivery.


Novos horizontes

Para os gestores, esses cases de novas estratégias podem representar o futuro do setor. Tradicionalmente, muitas vezes não encaramos shoppings centers como sinônimo de inovação. Esse é um modelo de negócios geralmente associado aos princípios tradicionais de varejo físico, focando na experiência presencial do cliente. Mas o varejo físico também está sendo repensado para reconquistar o seu espaço.

A pandemia do novo coronavírus contribuiu para um movimento de desconstrução desses conceitos que já vinha acontecendo há um tempo. Wu Ruiling, presidente da Associação de Franquias da China, afirmou em conferência realizada no final de 2020 que a inovação é a chave para que o setor continue competitivo. “Há medida que as operações de shopping centers se tornam mais delicadas, perdendo espaço para players digitais, o marketing inovador e as ferramentas digitais deverão se tornar sua competência central.”


Criando um futuro a partir da inovação

Ao adotar uma postura de inovação, os shoppings centers passam a tomar o papel de facilitadores. Os lojistas podem fazer proveito das soluções oferecidas pelos centros comerciais. Ao mesmo tempo, todo um segmento de consumidores digitais passa a observar esses negócios com outros olhos; tendo acesso a uma experiência mais personalizada, dinâmica e acessível.

No Brasil, grandes holdings como a brMalls, já estão adotando essa estratégia. De acordo com Fernanda Pires, mais de oito shoppings da companhia já estão adotando programas de relacionamento personalizados, que apostam na experiência digital para oferecer benefícios como estacionamento gratuito, descontos em lojas, brindes exclusivos, prioridade em eventos, entre outros.

O objetivo é único: utilizar a tecnologia para atender as demandas de um novo consumidor, mais exigente e dinâmico. “Agora temos o objetivo de oferecer o shopping como um ambiente seguro e agradável, como espaço de convivência, lazer e compras. Para isso, estamos investindo para se aproximar mais de nossos clientes, entregando soluções 360º e multicanais, além de facilitar sua experiência seja no espaço físico ou digital”, diz a superintendente.

Fonte: Novarejo
Tecnologia & Inovação Postado em terça-feira, 23 de fevereiro de 2021 às 10:05


Ninguém podia prever o cenário econômico e social que vivemos em 2020, que derrubou as estratégias de negócios previamente delineadas para o período e obrigou empresas a tomarem novos rumos para manter seus negócios. Ainda é difícil fazer previsões sobre 2021, mas já podemos indicar tendências para as empresas que anseiam crescer neste ano.


Comece pela tecnologia

Se você está planejando abrir uma pequena empresa ou está desenvolvendo seu plano de negócios, saiba que a implementação de softwares de gestão deve estar entre as prioridades.

Utilizar sistemas que ajudam a ter uma visão completa sobre suas operações e a entender o comportamento do seu cliente pode ajudar a aprimorar sua estratégia de vendas em tempos que estamos mais distantes fisicamente e mais próximos virtualmente. A oportunidade está em realizar um trabalho mais ativo no acúmulo de informações sensíveis para fidelizar o relacionamento com seus clientes.


Comércio eletrônico em crescimento
O boom de compras online que ocorreu no início da pandemia acelerou a transição de muitos consumidores para o universo do e-commerce. Segundo o Jornal Valor, dados do boletim sobre notas fiscais eletrônicas da Receita Federal, mostram que que o comércio eletrônico atingiu a marca de R$ 231,9 bilhões no acumulado do ano. O que representa um crescimento real de 41,2%.

Considere aumentar sua presença online para alcançar mais clientes. Estruture os processos internos para que você tenha controle sobre estoques e se mostre receptivo, apresentando diversas opções de canais de atendimento que permitam capturar feedbacks e melhorar seu desempenho.


Investimentos em segurança digital
Levar seu negócio ao ambiente digital também significa que você terá que investir na segurança das suas informações e do seu cliente. Em 2020, os ataques cibernéticos ultrapassaram 3,4 bilhões de tentativas entre os meses de janeiro e setembro, de acordo com Associação Brasileira de Internet (Abranet).

Em um ambiente com tanta hostilidade, você deve reservar uma parcela de investimento para manter a segurança de informações sigilosas, prepare sua equipe para que não cliquem em links estranhos e não compartilhem informações confidenciais.


Home office pode se tornar padrão
A adaptação ao trabalho remoto em 2020 mostrou para os CEOs que é possível manter funcionários engajados e uma rotina produtiva mesmo com o trabalho remoto e essa parece ser uma tendência que vai durar muito tempo. Ainda que em regime híbrido, com profissionais trabalhando de casa em alguns dias da semana e alocados nas empresas em outros dias, o home office mostrou-se uma alternativa possível, as empresas devem manter uma boa estratégia de comunicação interna, líderes precisam estar perto da sua equipe e praticar uma escuta ativa para manter os colaboradores unidos e as estratégias alinhadas.


Resiliência é o caminho
Uma empresa resiliente pode sobreviver a momentos inconstantes e muitas empresas em crescimento usaram sua capacidade de análise do cenário pandêmico para se adaptar à nova rotina e manter seus negócios prosperando.

Diante da pressão dos novos tempos, líderes de pequenas e médias empresas se prepararam para aprimorar estratégias, ampliando canais de atendimento e reforçando o suporte ao cliente, reforçando a comunicação com colaboradores e sua proteção, além de rever as possibilidades de negócios desenvolvendo novos produtos e serviços.


Fonte: Harvard Business Review