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Economia & Atualidade Postado em segunda-feira, 08 de julho de 2024 às 10:59


O levantamento é da plataforma de e-commerce Nuvemshop.

Nos primeiros seis meses do ano, as pequenas e médias empresas (PMEs) do varejo online brasileiro movimentaram R$ 2 bilhões, de acordo com levantamento realizado pela plataforma de e-commerce Nuvemshop. Esse montante é 33% superior ao total registrado em 2023 (R$ 1,5 bilhão).

Entre os meses de janeiro e junho de 2024, foram vendidos 31,8 milhões de produtos, volume que representa um crescimento de quase 26% em comparação com o ano passado. Os segmentos que apresentaram maior faturamento foram:

Moda (R$ 680,3 milhões)
Saúde & Beleza (R$ 187,3 milhões)
Acessórios (R$ 133 milhões)

“Apesar de as vendas online já fazerem parte do comportamento do consumidor no Brasil, é visível o potencial desse mercado frente a outros negócios para empreendedores de todos os segmentos. O e-commerce é e continuará sendo uma das melhores oportunidades para pequenos e médios varejistas que desejam iniciar ou mesmo expandir suas vendas”, comenta Daniela Spinardi, diretora de Pequenas e Médias Empresas na Nuvemshop.

Em relação aos meios de pagamento preferidos pelos consumidores, o cartão de crédito segue sendo a opção mais utilizada, representando 45% de todos os pedidos pagos no e-commerce. No ano passado, o Pix representava 35% do montante, e em 2024 esse total atingiu 44,5% das preferências, sendo o segundo meio de pagamento mais escolhido para as compras online. O ticket médio nacional foi de R$ 244,20.

Entre os estados onde as PMEs online mais faturaram no primeiro semestre, São Paulo lidera com R$ 976,5 milhões, seguido por Minas Gerais com R$ 193,6 milhões, Santa Catarina com R$ 149,4 milhões, Rio de Janeiro com R$ 149,3 milhões, e Paraná com R$ 106 milhões completam o top 5.

Fonte: Mercado & Consumo
Estratégia & Marketing Postado em segunda-feira, 08 de julho de 2024 às 10:55


Segundo levantamento da Central do Varejo, 46% do setor planeja adotar a tecnologia em breve.
O estudo Inteligência Artificial no Varejo, da Central do Varejo, conduzido entre abril e junho de 2024 com 307 varejistas brasileiros, revelou dados significativos sobre a adoção e o impacto dessa tecnologia no setor. De acordo com a pesquisa, 47% dos varejistas já utilizam IA, enquanto 53% ainda não implementaram essa tecnologia, mas muitos estão atentos às suas possibilidades.

Entre os que não utilizam IA, 46% demonstram intenção de adotar a tecnologia, enquanto 47% ainda estão avaliando o tema. Apenas 7% dos entrevistados pretendem continuar operando sem IA. A principal barreira identificada é a falta de conhecimento (52%), seguida pela falta de infraestrutura (26%) e dúvidas sobre o retorno sobre investimento (25%).

Para os varejistas que já incorporaram IA em suas operações, a maior parte das aplicações está concentrada em marketing e vendas. As principais áreas de utilização incluem atendimento ao cliente via chatbots (56%), criação de conteúdo de marketing (50%), personalização da experiência do cliente (36%) e análise de tendências (34%). Outros usos relevantes incluem automatização de relatórios (25%) e prevenção a fraudes (22%).

A frequência de uso da IA é alta entre os varejistas que adotaram a tecnologia, com 58% utilizando diariamente. No entanto, os investimentos ainda são relativamente modestos: 56% gastam até R$ 10 mil por ano, e apenas 24% investem acima de R$ 150 mil anualmente.

Os benefícios percebidos da IA são notáveis. A maioria dos varejistas relatou aumento de eficiência (84%) e redução de custos (42%). Além disso, 39% observaram melhorias na satisfação do cliente e 36% registraram aumento nas vendas. No entanto, um terço dos varejistas ainda não vê resultados financeiros diretos, embora mais da metade perceba uma redução de custos.

A satisfação com a IA é alta, com 89% dos usuários satisfeitos com os resultados. Entre as áreas de interesse futuro, destacam-se a geração de conteúdo para marketing e e-commerce, previsão de demanda e personalização da experiência do cliente. Para que mais varejistas adotem a IA, o estudo aponta a necessidade de soluções mais acessíveis, fácil implantação e maior clareza sobre o retorno do investimento.

O estudo conclui que a inteligência artificial no varejo brasileiro está em uma trajetória ascendente, com um grande potencial de transformar o setor, principalmente nas áreas de marketing, atendimento ao cliente e otimização de operações.

Fonte: Exame