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Varejo & Franquias Postado em segunda-feira, 17 de junho de 2024 às 09:53


Com a aquisição, a Zamp terá direito aos bens e direitos que integram a operação das lojas da rede de cafeterias no Brasil.

Existem diversas formas para operar um resgate. Mas em uma crise financeira, a solução que o grupo SouthRock, em recuperação judicial, encontrou para salvar sua rede de cafeterias veio de um rei. A Zamp (ZAMP3), dona do Burger King no Brasil, anunciou nesta quinta-feira (06) a compra das lojas Starbucks no país.

A dona da rede de fast food pretende abocanhar a rede de cafeterias por R$ 120 milhões, mas o montante poderá sofrer ajustes para refletir questões como a quantidade de lojas efetivamente adquiridas e o nível de estoque na data do fechamento da operação. 

Com a aquisição, a Zamp terá direito aos bens e direitos que integram a operação das lojas da rede no Brasil — a partir de uma nova sociedade em conjunto com a SouthRock.

Ainda não é possível determinar se a compra dessa nova companhia em parceria com a gestora precisará do aval dos acionistas em assembleia geral.

No fechamento do pregão desta quinta-feira (6), os papéis da ZAMP3 fecharam em forte alta de 10,19%, negociados a R$ 3,46. No ano, os ativos ainda acumulam desvalorização da ordem de 42% na B3.


Zamp (ZAMP3) vai ter que competir 

É importante dizer que a operação pretendida se dará por meio de um processo competitivo com propostas fechadas pelas operações do Starbucks no Brasil.

A dona do Burger King terá a condição de “stalking horse bidder”. Isso significa que a Zamp poderá igualar eventuais ofertas apresentadas por outros concorrentes — e ainda terá o direito de ser indenizada por uma taxa de término (break up fee) caso não seja vencedora do processo competitivo. 

Mesmo assim, a compra ainda está sujeita ao cumprimento de condições suspensivas, como a autorização judicial na reestruturação financeira da SouthRock e a aprovação da operação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

A Zamp já chegou a um acordo com a Starbucks Corporation, titular da marca Starbucks, sobre os termos dos principais contratos de exploração da marca e desenvolvimento das operações da cafeteria no território brasileiro. 

Mas o negócio ainda precisa da assinatura dos contratos definitivos com a Starbucks Corporation, além de outras condições usuais em operações dessa natureza. 


A dona do Starbucks no Brasil

A gestora Southrock Capital, dona de marcas como Starbucks e Subway no Brasil, entrou com um pedido de recuperação judicial no ano passado, com uma dívida de aproximadamente R$ 1,8 bilhão.

Conhecida por investir em empresas durante períodos de crise como uma estratégia para se estabelecer no mercado, a SouthRock afirmou que os impactos da pandemia foram as principais justificativas para o mau desempenho do Starbucks no país.

Já no caso do Subway, o contrato de franquia master da rede para o Brasil com uma das afiliadas da SouthRock foi rescindido em outubro de 2023, quando o próprio Subway retomou o controle das operações no país.

Fonte: Seudinheiro.com
Economia & Atualidade Postado em segunda-feira, 17 de junho de 2024 às 09:48


Marcas de bancos e cervejas dominam o ranking das marcas mais valiosas do Brasil segundo estudo da consultoria global Interbrand. As cinco marcas que lideram a lista são Itaú, Bradesco, Skol, Brahma e Banco do Brasil. O estudo analisa performance financeira, percepção e influência das marcas unidas aos consumidores.

As cinco primeiras marcas do ranking representam 75% do valor total da tabela. As principais categorias do ranking são: serviços financeiros (60%), bebidas alcoólicas (20%) e cosméticos (5%).

Em primeiro lugar permanece o Itaú, com valor estimado em R$ 46,9 bilhões, seguido pelo Bradesco com R$ 27 bilhões, Skol com R$ 18,9 bilhões, Brahma com R$ 13,7 bilhões e Banco do Brasil com R$ 10,4 bilhões. Somadas, as 25 marcas que formam o ranking ultrapassaram o valor de R$ 156 bilhões, o que representa o crescimento de 2% na comparação com a edição anterior.
Itaú, Bradesco, Skol, Brahma e Banco do Brasil são as 5 marcas mais valiosas do Brasil

Marcas estreantes

Entre as novidades no levantamento deste ano, está a fintech Stone, ocupando a 12ª posição, com valor de marca estimado em R$ 1,8 bilhão. Segundo a Interbrand, a marca sustentou o crescimento do portfólio de produtos, a experiência e o vínculo com o público nos últimos anos, cenário que se traduziu na retomada de resultados financeiros ascendentes.

Outra novidade é a Raia, que estreia na 18ª colocação e o retorno da Arezzo, como 25ª marca mais valiosa do País. No quesito crescimento em relação ao ranking anterior, o melhor desempenho é da Drogasil (14ª). Embora a marca permaneça na mesma posição, seu valor cresceu 19%, saindo de R$ 1,1 bilhão para R$ 1,3 bilhão. O estudo mostra que a companhia se estabeleceu como a marca mais forte de saúde do Brasil, com a expansão de lojas, serviços e a melhoria nos índices de lealdade do cliente e presença no dia a dia. Além disso, o investimento na construção institucional do grupo RD ajudou a impulsionar a força das marcas da holding.

Além da farmacêutica, outras três marcas apresentaram crescimento de dois dígitos que merecem destaque: Porto (14%), PagBank (ex-PagSeguro) (13%) e o Nubank (12%). Por outro lado, Renner (-11%), Havaianas (-11%) e Natura (-8%) apresentaram a maior queda.

Ainda de acordo com a análise da Interbrand, em um ano marcado por enormes desafios, crescer foi mais difícil. Fatores como empatia, agilidade e confiança foram fundamentais para gerar resultados superiores. “Os maiores crescimentos desta edição foram de marcas que construíram um diálogo verdadeiro e constante com seus públicos, que demonstraram um comprometimento real com causas relevantes para a sociedade, indo muito além do seu produto ou serviço e que, consequentemente, colheram excelentes performances financeiras”, explica Beto Guimarães de Almeida, CEO da Interbrand.

Fonte: Mercado & Consumo