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Economia & Atualidade Postado em segunda-feira, 17 de junho de 2024 às 09:43


Entre os principais efeitos colaterais da inflação em alta estão menos previsibilidade de vendas e queda da competitividade. Gestão focada no planejamento estratégico pode amenizar crise nos negócios.

Quando os economistas alertam sobre a importância de estar preparado para as volatilidades econômicas, estão se referindo exatamente a momentos como o de agora. Isso porque a previsão do mercado financeiro para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu, passando de 3,8% para 3,86%. A estimativa foi anunciada nesta semana, no Relatório Focus - pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com as projeções de analistas e instituições. O que mais chama a atenção é que este foi o terceiro aumento seguido para o IPCA em apenas cinco meses. 

Diante do cenário, tudo leva a crer que o indicador responsável por medir a inflação oficial do país irá puxar um período marcado por ligeiras altas que devem durar até, pelo menos, 2026. 

A previsão é uma alta de 3,74% para 3,75%, em 2025 e de 3,50% para 3,58%, em 2026. Ou seja, se a situação já era vista como ruim pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, as notícias recentes mostraram uma leve piora. As incertezas reverberam tanto no campo internacional como doméstico, mas, sobretudo, internamente após as mudanças na política monetária e na meta fiscal. 

Além disso, o Focus estima que 2024 termine com o dólar cotado a R$ 5,05 e no caso da Selic com estabilidade em 10%. Aliás, vale lembrar que, recentemente, a taxa básica de juros brasileira sofreu forte reversão quando, diante das movimentações da moeda americana e outras conjecturas, o BC decidiu por diminuir o ritmo do corte de juros, que vinha sendo de 0,5 ponto percentual, para 0,25 ponto. Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), ele se manteve em 2,05%. Apesar da queda de 2,09% para o nível atual, a perspectiva deu uma arrancada por cerca de dez semanas seguidas. Há pouco mais de um mês, era 1,85%. Em fevereiro, permanecia estável em 1,60%.

E os negócios, ficam como?
Ao contrário do que muita gente pensa, não é apenas no bolso do consumidor que a inflação provoca efeitos colaterais. Aliás, esse é o primeiro sintoma da subida dos preços, condição capaz de causar distorções que aumentam o custo de vida e reduzem o poder de compra, na visão de Clodoaldo Oliveira, diretor da JValério Gestão e Desenvolvimento. Para ele, a imprevisibilidade nos negócios gerada pela volatilidade da economia é praticamente certa, uma vez que com uma parte maior da renda comprometida as pessoas tendem a reduzir ou suspender investimentos relacionados a produtos e serviços não essenciais. “Por consequência, as empresas de ambos os segmentos veem as vendas despencarem e, de quebra, o faturamento".

Nesse sentido, o executivo lembra que, além dos resultados comerciais serem afetados, as finanças empresariais também são impactadas pela inflação. Entre as principais consequências estão o aumento dos custos produtivos e operacionais e o encarecimento das linhas de crédito. “Para tentar se proteger desses efeitos, convém elaborar um planejamento estratégico no qual haja foco total no repasse de preços aos clientes, sendo que, muitas vezes, a melhor opção é manter o padrão e a competitividade. Atitudes como a de rever o orçamento a fim de garantir consistência e, quem sabe, implementar alterações que fortaleçam o controle financeiro podem gerar uma desejável segurança frente às turbulências da economia”.

O executivo explica ainda que, com o argumento de que não é possível prever o futuro, muitos empresários e gestores ainda ignoram uma regra básica no mundo dos negócios: fazer um planejamento estratégico consistente pensando no curto, médio e longo prazo. “Planejar é primordial em tempos de lentas ou rápidas transformações. imaginar cenários e estar preparados para enfrentá-los é essencial para atravessar qualquer crise e alcançar os resultados almejados”.

Análise de cenários ajuda os empresários na tomada de decisões

Há mais de 10 anos, o professor da Fundação Dom Cabral (FDC) Paulo Vicente, utiliza os ciclos de Kondratieff. como um modelo para estudar os cenários globais. Conforme essa teoria, o intervalo de 2018 a 2030 corresponde à subfase do quinto ciclo de Kondratieff, que sempre acaba em uma crise que força a reinvenção do capitalismo. O sistema se restabelece por meio do surgimento de uma onda tecnológica, que provoca mudanças culturais e desencadeia transformações sociais e no mercado de consumo. E são essas modificações que projetam saltos na economia. É assim que o capitalismo se sustenta: quando mergulha no caos, consegue emergir graças a uma revolução tecnológica, que acontece a cada 50, 60 anos.

A criação da linha branca é um exemplo clássico de como a inovação foi capaz de resgatar a economia em outra subfase do ciclo de Kondratieff. A geladeira, a televisão e a máquina de levar provocaram mudanças culturais. As mulheres enxergaram nos eletrodomésticos uma facilidade que as conduziu para o mercado de trabalho. A renda das famílias aumentou, a economia ficou aquecida e, mais uma vez, o capitalismo conseguiu driblar mais uma crise.

Na década de 90 a internet mudou a forma de fazer negócios. Depois dessa invenção, no período de 2005 a 2018, a economia mundial entrou na fase de esgotamento, que precedeu a crise atual. Em resumo, é assim que se alimenta o ciclo de Kondratieff, em três etapas principais: esgotamento, crise e recuperação. E, com base nele, na visão de Paulo Vicente, até 2030, as empresas terão que se adaptar internamente e prever os cenários globais para conseguir reagir e seguirem sendo competitivas em um tempo de volatilidade na economia.

O mapa de riscos para o período de 2018-2030 já foi desenhado por Paulo Vicente em 2012. Na lista do professor já havia inclusive a previsão de uma pandemia. “Afinal, elas têm ocorrido com certa regularidade desde a década de 1980, mas sempre foram relativamente controladas. Em 2020, esse cenário se concretizou com grande força com a COVID-19. Certamente, é o maior desafio global desde a Segunda Guerra Mundial e a maior pandemia desde a gripe espanhola, de 1918-19. As gerações que viveram no pós-guerra se acostumaram a um mundo de relativa abundância e paz, exceto em regiões de intenso conflito militar, como o Oriente Médio. Vivemos por décadas numa ilusão de segurança e prosperidade constante. Mas quando a pandemia deu uma trégua, desembarcamos em um mundo com uma nova Guerra Fria, provocada pela Rússia. Mais uma vez, a insegurança se instalou. E tempos desesperados, requerem medidas desesperadas. Essa frase resume bem o momento no qual estamos vivendo”.

Mais uma vez, o professor relaciona a crise atual com o modelo de Kondratieff. Cada ciclo terminou numa crise generalizada. O primeiro encerrou no auge das Guerras Napoleônicas (1808-1820); o segundo, em uma série de guerras civis e de unificação (1858-1870); o terceiro, na Primeira Guerra Mundial (1908-1920); o quarto, na Guerra Fria, corrida espacial e crises do petróleo (1968-1980). Agora, a pergunta que fica é qual será a extensão dos problemas e cenários decorrentes da crise gerada pela pandemia e pelo conflito europeu entre Rússia e Ucrânia.


Sem futurologia 

Paulo Vicente acredita que é impossível prever o futuro e, por essa razão, não há uma resposta concreta de como os governos e as empresas vão conseguir sair da crise e migrar para a etapa de recuperação, como sugere o ciclo de Kondratieff. “Como não temos clareza dos resultados, sempre uso a técnica de cenários, para pensar em possibilidades e probabilidades, ao invés de buscar “falsas certezas”. Em tempos desesperados, pessoas e governos tomam medidas desesperadas. A história nos mostra que os quatro cavaleiros do apocalipse, a Guerra, a Fome, a Peste e a Morte costumam andar juntos em tempos difíceis. E, mais uma vez, estamos nesta encruzilhada”.

Ao conhecer o cenário, a próxima empreitada das lideranças é pensar em como será seu negócio daqui há 10 anos, quando o ciclo de Kondratieff atual entra na fase da recuperação. “Esse é o desafio dos empresários: pensar quais as tarefas precisam realizar para ser sustentável e competitivo no horizonte de dez anos. Essa é a linha do planejamento ambidestro. Além disso, é preciso prever, a curto prazo, mudanças abruptas de cenários, porque vivemos num momento de mudanças abruptas e constantes. Daí a necessidade de elencar probabilidades e buscar soluções e estratégias resilientes para sobreviver em diferentes cenários. O ano de 2024, assim como foi 2023, é de gerenciamento de riscos, mas não podemos perder de vista as conquistas que projetamos para o nosso negócio nos próximos dez anos”.

Todas essas reflexões fazem parte do Parceiros para a Excelência, PAEX, um programa em parceria entre e FDC e a JValério, dirigido para empresas familiares e médias empresas. Os dos principais atributos da solução é a implementação de um modelo robusto de gestão, com a formação de executivos e equipes de alta performance, elevando os resultados de curto, médio e longo prazos.

Fonte: Diário Industria & Comercio
Gestão & Liderança Postado em segunda-feira, 17 de junho de 2024 às 09:35


Marcas vivas crescem, florescem e deixam impactos duradouros na mente dos consumidores; Brand Pulse Check emprega as principais métricas do branding para avaliar os sinais vitais da marca.

Há muito que uma marca não é apenas um logotipo ou uma coleção de mensagens. É uma coisa viva e, como tal, tem sua própria história, valores e uma personalidade (tomara) única. Algumas têm uma razão de ser, crescem e evoluem continuamente para se manter relevantes. E não podemos esquecer do principal: como organismo vivo, as marcas também precisam lutar pela sobrevivência, adaptar-se continuamente. Afinal, enfrentam desafios em um ambiente (mercado) cada vez mais dinâmico e (hiper) competitivo.

Toda marca viva se pergunta se hoje está em uma posição melhor do que no ano passado. E também se (tem motivos para acreditar que) estará viva no ano que vem, mantendo os consumidores sempre por perto e sendo útil para a sociedade.

E são os gestores de marcas e profissionais de marketing que tomam o pulso da marca para avaliar como as marcas são percebidas pelos consumidores.


Os sinais vitais da marca

O Brand Pulse Check emprega as principais métricas do branding para avaliar de uma só vez todos os sinais vitais da marca:

O Brand Pulse Check oferece uma visão ampla, bastante confiável sobre como está a saúde da marca e dá pistas sobre o quanto os esforços de marketing e comunicação estão (efetivamente) alcançando os objetivos lançados.

Além disso, deixa evidente quais investimentos em marketing e comunicação são mais urgentes – desviando da armadilha comum de empregar métricas incorretas, complexas demais (às vezes de pouca qualidade) para justificar os investimentos: as tais métricas duvidosas que acabam por mudar o foco da reunião para a (falta de) credibilidade das justificativas, em vez de focar nas iniciativas e investimentos que a marca mais precisa naquele momento.

Ao evitar essa armadilha, o Brand Pulse Check permite que as empresas tenham um diagnóstico nítido e invistam seus recursos de forma mais eficaz, maximizando o resultado de suas estratégias de marca.


Muita pesquisa nesta hora

Para fazer o Brand Pulse Check é preciso empregar uma pesquisa quantitativa, com amostra probabilística (obtida por sorteio) representativa do público consumidor. As entrevistas pessoais (ou pelo telefone) são requeridas para garantir que as perguntas sobre lembrança espontânea e Top of Mind Awareness sejam respondidas sem qualquer estímulo ou consulta.

Por todos estes motivos, não é viável utilizar pesquisas online, painéis de consumidores e tampouco enquetes (Leia: Enquete é rifa, pesquisa é ciência) para realizar o Brand Pulse Check.


Negócios morrem, marcas sobrevivem

Os modelos de negócios podem mudar rapidamente (apps substituindo agências bancárias) e isto pode obrigar uma empresa a redefinir a sua essência ou desaparecer.

Marcas saudáveis sobrevivem, adaptam-se, encontram novos significados, crescem, evoluem e seguem relevantes na vida dos consumidores, não raro reinventando negócios e prosperando em meio a ciclos (inesperados) de mudança (destruição) e crescimento.



Desduplicando métricas

As mídias sociais criaram oportunidades de ouro para uma geração de CMO´S (chief marketing officer), que hoje enfrentam um desafio premente: conciliar as métricas digitais com os sinais vitais das marcas.

Aqueles que estão se valendo da prática clínica que diz que “se o paciente está visivelmente pior do que os exames, dê menos importância aos exames” e prestando menos atenção aos (mirabolantes) dashboards das mídias sociais e dando mais valor ao pulso da marca, parecem menos ambíguos e têm alcançado resultados importantes em todo o funil.

E a razão é simples: é preciso medir o que aconteceu na mente do consumidor e menos na Internet, que por sinal tem sido solo fértil para proliferação de bots e click farms que levam os dashboards a contar uma história destoante da realidade.


Vida longa à sua marca-videira

Você está fazendo tudo o que pode para manter sua marca saudável?

Uma marca com vida é expressiva, envolvente e interativa em todos os pontos de contato, desde a sua visão corporativa e cultura interna até as iniciativas de marketing e voz no seu espaço social. Marcas vivas crescem, mudam, florescem e deixam impactos duradouros na mente (e no coração) dos consumidores.

Alguns gestores limitam suas marcas aos seus negócios atuais, demoram para perceber que dar vida à marca é o ingrediente que cria a tão desejada vantagem competitiva duradoura e permite que a marca – tal qual uma videira – se estenda para além da sua raiz.

Fonte: Exame