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Varejo & Franquias Postado em quinta-feira, 07 de novembro de 2019 às 14:09
O pensamento é de Felipe Dellacqua, sócio-diretor da VTEX. Ele participou de painel sobre o futuro do varejo com executivos da Amazon, do Carrefour e da Conductor.“O varejo só vai sobreviver se entender melhor seu cliente”. É com essa visão que Felipe Dellacqua, sócio-diretor da VTEX, descreve o mercado atualmente.

O sócio-diretor da VTEX afirma que, desde o lançamento do primeiro smartphone, o consumo – e o próprio consumidor – mudaram drasticamente. “O engajamento está muito maior, principalmente entre os jovens”, disse. Mas, sem conseguir acompanhar essa mudança, muitas varejistas ainda ficam perdidos na jornada dos seus clientes e perdem sua confiança.

Além disso, com o surgimento e crescimento de grandes marketplaces internacionais, a competição dentro do mercado brasileiro mudou muito. Dellacqua mencionou como exemplo o Aliexpress, site chinês que é um dos maiores e-commerces dentro do Brasil. “Em 2018, o brasileiro gastou R$ 2,2 bilhões em empresas internacionais”, afirmou.Para colocar as empresas brasileiras mais próximas das internacionais, o executivo aposta na variação de produtos e serviços.
Complementando a ideia de Dellacqua, Prioux afirmou que o Carrefour tem apostado em experiências omnichannel – ou seja, a mescla entre compras on e offline. O omnichannel, inclusive, é o futuro da empresa em sua opinião.
A empresa também tem criado um ecossistema composto de companhias de diversos setores. “Assim, ampliamos a nossa conexão com o cliente e aumentamos a interação em diferentes frentes”, afirmou Prioux. Além de adquirir empresas de outros setores, o Carrefour tem feito parcerias. “Quando não se tem expertise em algo, é melhor investir em parcerias”, disse.

Expansão

No futuro, Prioux afirmou que a empresa pretende expandir para serviços, nos setores financeiro e de seguros. “O setor de serviços gera mais oportunidades de ajudar o cliente”.
Soares, assim como Prioux, vê no setor de varejo o futuro de um sistema financeiro falho. Atualmente, mais de 45 milhões de pessoas no Brasil são desbancarizadas, ou seja, brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que não têm conta no banco.
Para solucionar essa questão, Soares afirma que o varejo deverá entrar com meios de pagamento próprios. O varejo tem o papel importante de bancarizar as pessoas.Segundo Szapiro, esse foco no cliente foi o que tornou a Amazon a empresa que é hoje. O executivo garante que um produto ou serviço novo só é lançado após a empresa ter certeza de que o cliente precisa daquilo. Sempre que o consumidor pedir e pudermos fazer bem, vamos fazer. Precisamos entender o que ele quer e executar.
Ele afirmou ainda que é importante estar atento às expectativas do cliente, já que ela está sempre crescendo. “Valor para o cliente é quando ele recebe mais do que o esperado”, disse Szapiro.

Fonte: ÉpocaNegocios
Economia & Finanças Postado em quinta-feira, 07 de novembro de 2019 às 14:05
Em média, 30% do faturamento das empresas do País vem do comércio digital, aponta pesquisa da Boa Vista com 430 empresários do comércio, indústria e serviços. Para a maior parte dos negócios (45%), contudo, o faturamento por meio do e-commerce representa bem menos: até 10% das receitas.


Para 16% das empresas, as receitas com os negócios online representam de 10% a 30% do faturamento total. Em 11% dos estabelecimentos, essa participação é de 30% a 50%. Para ouros 15%, equivalem a 50% a 75% do faturamento. Apenas 11% das empresas obtém mais de 75% do seu faturamento por meio do comércio eletrônico.

Do total de empresários entrevistados, 26% disseram que têm um site de vendas próprio e outros 66% afirmaram que possuem contas em redes sociais para ajudar a impulsionar as vendas dos seus negócios. Sobre os negócios que realizam na internet, 47% disseram que realizam vendas propriamente. Outros 37% afirmaram que tanto compram, quanto vendem mercadorias, e 16% afirmaram usar as plataformas digitais para comprar insumos e matérias-primas.

A pesquisa realizada pela Boa Vista entrevistou os empresários entre agosto e setembro de 2019, com amostragem para micro, pequenas, médias e grandes empresas. Os dados têm margem de erro de 4% para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%.

Fonte: ÉpocaNegócios