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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 18 de setembro de 2018 às 07:17
O volume de vendas do comércio varejista recuou 1% em julho na comparação anual, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio, medida pelo IBGE e considerada pelo setor a pesquisa oficial. Comparando a junho, também houve queda de 0,5%, contabilizando a terceira queda consecutiva do indicador, que acumula perda de 2,3% no período. Houve, no entanto, altas nos acumulados do ano (2,3%) e de 12 meses (3,2%).

No comparativo mensal, cinco das oito atividades varejistas pesquisadas tiveram queda, com destaque para os móveis e eletrodomésticos (4,8%), conforme mostrou a reportagem exclusiva da revista NOVAREJO na última edição, artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%) e tecidos, vestuário e calçados (1%).  Por outro lado, três setores tiveram leve alta: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,7%), combustíveis e lubrificantes (0,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%).

Varejo ampliado

Incluind a venda de materiais de construção e de veículos e peças, o varejo teve queda de junho para julho de 0,4%, resultado influenciado pelo desempenho negativo das vendas de veículos, motos e peças (0,8%) e material de construção (2,7%). Nos outros tipos de comparação, no entanto, o varejo ampliado registrou alta: 3%, na comparação com julho do ano passado, 5,4%, no acumulado do ano, e 6,5%, no acumulado de 12 meses.

Receita nominal

A receita nominal do varejo avançou 0,2%, na comparação com junho deste ano, 0,2%, na média móvel trimestral, 2,9%, na comparação com julho de 2017, 3,9%, no acumulado do ano e 3,5%, no acumulado de 12 meses.

Já a receita nominal do varejo ampliado recuou 0,6%, na comparação com junho deste ano e 0,3%, na média móvel trimestral, mas cresceu 5,9%, na comparação com julho de 2017, 6,5%, no acumulado do ano e 6,3%, no acumulado de 12 meses.

Avaliação da ACSP

Para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a queda de 1% no varejo restrito nacional, em julho, frente a igual mês do ano passado foi inesperada e se deve principalmente a três fatores: liberação do saque do FGTS em 2017 (que fortaleceu a base de comparação); confiança do consumidor em patamares muito baixos; e incertezas eleitorais. ”

“O ritmo de crescimento do comércio varejista está perdendo força em 2018, tanto o restrito quanto o ampliado, o que possivelmente faça com que o setor feche o ano em patamar abaixo do estimado inicialmente”, analisa Emílio Alfieri, economista da ACSP.

“O efeito dos juros está perdendo força, visto que, a essa altura, no ano passado, a taxa Selic já estava abaixo dos dois dígitos, em 9,25%. A eficácia dessa medida monetária, portanto, já não é mais tão grande. O único fator macroeconômico mais favorável é a massa salarial, que tem crescido, mas não a ponto de eliminar os fatores negativos”, avalia o economista.

Quanto a móveis e eletrodomésticos (6,9%), área que vinha crescendo bastante, Alfieri diz que é outra grande surpresa, pois o ramo vinha ajudando a puxar as vendas para cima. “Provavelmente a saída prematura do Brasil da Copa do Mundo deva ter esfriado as vendas de TV”, conclui.

Fonte: Novarejo 
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 18 de setembro de 2018 às 07:16
A transformação digital está cada vez mais presente na vida dos varejistas brasileiros, que têm começado a olhar com mais cuidado para o assunto recentemente. No Brasil, o e-commerce representa apenas 3% do total de vendas do varejo. Esse número é pequeno quando comparado com os Estados Unidos e a Europa, onde o índice de compras feitas pelo e-commerce chega a quase 10%, e com a China, que possui 20% de todas as vendas feitas pelos meios digitais.

Apesar de a digitalização ainda ser vista com timidez, em julho deste ano, a ABComm divulgou que o faturamento do e-commerce do País pode chegar a R$ 37,9 bilhões no segundo semestre de 2018, o que representaria um crescimento de 15% quando comparado com o mesmo período de 2017.

Isso comprova que uma nova era digital está se consolidando e que o consumidor, cada vez mais conectado, rápido e bem informado, vem exigindo uma experiência de compra mais prática e cômoda, fazendo com que o varejo tenha que se adaptar para atender a esta nova demanda.

Mais do que digitalizar as suas operações, o sucesso para a transformação está na mudança de mindset e da cultura de uma empresa, já que há a quebra de um paradigma, em que todas as áreas precisam trabalhar em conjunto para a criação de estratégias inovadoras. Para isso, é preciso entender o papel da transformação digital na companhia e alterar a maneira de conduzir este processo. O desafio principal para o varejista é apresentar para o seu time o quanto a era digital pode trazer um cenário mais integrado, transformando, assim, os ambientes para proporcionar a mudança de mentalidade.

Pão de Açúcar

Um exemplo concreto de inovação nas estratégias para unificar as operações físicas e digitais vem do Grupo Pão de Açúcar, que criou um aplicativo de descontos. O programa sugere ao consumidor que estiver dentro da loja uma série de promoções, baseadas nos dados de compra das últimas visitas dele ao supermercado. Ações como essa servem para gerar dados que oferecem mais informações e novas oportunidades de criação de valor para a companhia.

Outro exemplo é o do Magazine Luiza, que entendeu que era possível integrar pontos físicos de venda com o e-commerce para proporcionar uma melhor experiência para os seus consumidores e, consequentemente, o crescimento da rede varejista. Atualmente, 30% das vendas do Magazine Luiza são feitas on-line e, em 20%, o cliente opta por retirar na loja.

Varejo de moda

Além disso, outros segmentos como o têxtil estão mostrando cada vez mais interesse na era digital. Durante um dos painéis do BR Week deste ano, o presidente do Conselho da Tom Tailor Holding, Thomas Tochtermann, afirmou que até 2020 a maior parte da manufatura será formada por robôs e que a aplicação do digital pode reduzir em até 48% o tempo em que um produto passa por toda a cadeia, produzindo somente aquilo que realmente é demanda, havendo, assim, menos desperdício.

Seja como for, a transformação digital já é uma realidade no varejo brasileiro. O processo demanda maturidade, estratégia e inovação das companhias para saberem aliar os pontos fortes do on-line e do off-line, a fim de gerar melhores resultados, e poderem aproveitar deste processo que é inevitável.

Fonte: Novarejo