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Inovação & Atualidade Postado em terça-feira, 23 de fevereiro de 2021 às 10:35


Expectativa para o PIB caiu de 3,43% para 3,29%.

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano caiu de 3,43% para 3,29%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 2,50%, a mesma previsão há 148 semanas consecutivas. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro também continua projetando expansão do PIB em 2,50%.

No caso da taxa básica de juros, a Selic, as instituições financeiras consultadas pelo BC aumentaram a projeção para este ano de 3,75% para 4% ao ano. Atualmente, a Selic está estabelecida em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para o fim de 2022, a estimativa do mercado é que a taxa básica fique em 5% ao ano. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 6% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.


INFLAÇÃO

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Para 2021, a expectativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - a inflação oficial do país) subiu de 3,62% para 3,82%.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,49%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

O cálculo para 2021 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%.

No caso do dólar, a expectativa é que cotação ao fim deste ano seja de R$ 5,05. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5.

Fonte: Agencia Brasil EBC
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 23 de fevereiro de 2021 às 10:18


Grandes empresas varejistas estão investindo em seus próprios centros de inovação para desenvolver soluções.
Além das perdas humanas, o coronavírus também deixou um rastro de falências. De acordo com a Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas, realizada pelo IBGE, mais de 700 mil negócios fecharam as portas até julho de 2020. A situação também não foi favorável nos Estados Unidos. Segundo relatório da consultoria CB Insights, mais de 110 grandes varejistas fecharam as portas. Mas, para aqueles que não foram forçados a encerrar as operações, esse foi um ano de reinvenção. Afinal, a inovação, que já era uma exigência do mercado, se tornou questão de sobrevivência.

De acordo com a CB Insights, os varejistas estão buscando por laboratórios ou aceleradoras de negócios para fornecerem novas ideias, parcerias e colaborações em alguns dos desafios mais urgentes do setor. De melhorias na cadeia de suprimentos e estoque a novas opções de pagamento, essas marcas estão apostando tudo no digital ao mesmo tempo que tentam manter os custos sob controle.

Esse é um movimento que começou muito antes da crise mundial. E agora a tendência é que ele continue crescendo. Ao apostar em modelos de inovação aberta (onde o processo de desenvolvimento de soluções não é centralizado na empresa, mas realizado em conjunto com parceiros), diferentes centros de inovação estão conseguindo alcançar resultados incríveis. Veja quais são os centros de inovação de algumas das principais: empresas do mercado, e o que elas conseguiram com isso até agora.


Coca-Cola: KOlab Collaboration Center
Em outubro de 2019, a  Coca-Cola lançou o KOlab Collaboration Center, um centro de pesquisa colaborativa cujo objetivo é criar novas soluções junto com varejistas e restaurantes parceiros. Por exemplo, os parceiros podem usar uma “sala de imersão digital” para demonstrar experiências de compra do cliente usando realidade virtual.

A empresa já contava com uma linha de bebidas energéticas, a Monster. Mas em janeiro de 2020 ela lançou a Coke Energy, a primeira bebida da marca Coca-Cola que não é um refrigerante. A ideia é usar a força do nome da marca para atrair clientes para o braço de energéticos na empresa.


Walmart: Intelligent Retail Lab
O Walmart formou sua divisão de tecnologia, a Walmart Labs, após a aquisição da empresa de análise de mídia social Kosmix em 2011. Com o objetivo de ajudar a gigante varejista a se manter competitiva no mercado, o centro de inovação conta com mais de 15 mil funcionários que se concentram no desenvolvimento e aplicação de tecnologias.

Um dos frutos dessa empreitada foi o Intelligent Retail Lab, uma loja com sede em Nova York que tem como objetivo estudar o potencial da inteligência artificial no varejo.

Esse ambiente serve como um “teste prático” para novas soluções da empresa. Dentre as novidades implementadas está uma variedade de câmeras e sensores que podem gerar dados em tempo real sobre os níveis de estoque. Mas elas não pararam por aí.

Em 2020, o Intelligent Retail Lab incorporou a tecnologia Mobile Express Returns. Nela, os clientes podem iniciar o processo de devolução de produtos online. Em seguida, basta comparecer pessoalmente à loja com o produto e usar um QR Code para finalizar o processo.

Esse novo sistema, que é realizado sem interferência de funcionários da empresa, reduziu o tempo dos processos de devoluções em até 74%. Sem contar que a falta de interferência humana garante mais segurança para o consumidor em tempos de pandemia.


Nike: Innovation Kitchen
Todos novos sapatos ou tecnologias da Nike surgem no mesmo lugar: a Innovation Kitchen (ou “Cozinha de Inovação”). De acordo com a empresa, a ideia é que a instalação seja um ambiente aberto e descontraído, que estimule o pensamento livre e a autoexpressão. Lá, soluções como calçados feitos para “pés descalços” e rastreadores de atividades são testados.

Em julho de 2020, a Innovation Kitchen desenvolveu o “Space Hippie”, uma linha sustentável de calçados em que mais de 90% dos materiais utilizados são fruto da reciclagem.


Unilever: Unilever Foundry
Fundada em 2014, a Unilever Foundry já participou do desenvolvimento de mais de 200 novas soluções, realizando parcerias com mais de 10 mil startups. Em seus Centros de Inovação, situados nas cidades de Cingapura e Dublin, startups, marcas da Unilever e parceiros corporativos se unem para inovar colaborativamente.

Em 2020, a marca Knorr (pertencente à Unilever) fez parceria com a plataforma de publicidade online Good-Loop para desenvolver anúncios que permitissem aos consumidores, após 15 segundos de visualização, doar 50% do dinheiro publicitário para instituições de caridade.


L’Oréal: Open Innovation.
Criado em 2018, o projeto Open Innovation é fruto de uma parceria entre a L’Oréal, o hub de inovação Station F, a startup Founders Factory e o fundo de investimentos Partech Ventures. Segundo a empresa, o objetivo da iniciativa é “criar uma nova geração de produtos, dispositivos e serviços digitais de beleza inovadores”.

Como o próprio nome já sugere, o projeto usa o sistema de gestão de inovação aberta, buscando parceria com agentes de dentro e de fora da empresa. As startups selecionadas passam por um processo de integração, recebem orientação e constroem conexões com as marcas da L’Oréal.

A Open Innovation foi responsável pelo projeto “Sampler”, que busca ajudar os varejistas a criar relacionamentos duradouros com seus clientes mais valiosos. Isso é feito por meio do envio de amostras e da coleta de dados para proporcionar uma experiência mais personalizada.


P&G: Connect + Develop
Pioneiro, desde 2006 o programa Connect + Develop, da P&G, identifica os problemas no modelo de negócios que vão desde a cadeia de suprimentos até as linhas de produtos. Mas como isso é feito? Simples: a empresa anuncia para o mundo quais são suas necessidades como forma de atrair talentos com soluções inovadoras.

Quando o brilho labial estava em alta, o Connect + Develop pediu ajuda do mercado para aprimorar sua linha de produtos CoverGirl. A empresa de cosméticos OraLabs ouviu o chamado, e juntas, ambas corporações conseguiram criar a solução CoverGirl Smoochies rapidamente.


Pepsico: Design & Innovation.
Situado em Nova York, o Design & Innovation, centro de inovação e design da Pepsico, é o responsável pelo desenvolvimento de novas soluções para a empresa. Com foco no design, a marca descreve os objetivos da instalação como “atingir mais pessoas e tornar seus produtos mais acessíveis em todo o mundo”.

Um dos resultados dessa filosofia é o Pepsi Spire. Ele consiste em um distribuidor de bebidas inteligentes, capaz de criar mais de 1.000 combinações. Os consumidores podem ser os próprios mixologistas, escolhendo qual tipo de mistura desejam.


Nestle: Henri@Nestle
Fundado em 2015, o Henri@Nestle é um exemplo de aplicação da inovação aberta em grandes corporações. O negócio funciona de forma simples: a empresa identifica algum problema ou potencial solução que deseja desenvolver. Em seguida, os detalhes do projeto são postados online, onde gestores de startups podem conferir e preencher uma aplicação. As etapas seguintes funcionam como um processo seletivo, onde as empresas com os melhores projetos vão sendo filtradas até aquela que melhor supra as necessidades da Nestlé seja escolhida.

Essa iniciativa já rendeu projetos muito interessantes. Um deles, inclusive, protagonizou empreendedores brasileiros. A ideia era encontrar alguma forma de diminuir a pegada de carbono dos produtos “prontos para beber” da empresa. A solução encontrada foi desenvolver canudos biodegradáveis, feitos do mesmo material que as embalagens dos produtos. Assim, além de criar uma solução mais sustentável, foi possível reaproveitar a cadeia produtiva da empresa.


Kraft Heinz: Centros de Inovação
A Kraft Heinz, responsável por marcas como a Hellmann’s, resolveu apostar em números quando se trata de inovação. A empresa opera diversos centros de inovação e cozinhas testes pelo mundo. Embora a empresa tenha passado por medidas significativas de corte de custos recentemente, os investimentos nos centros continuaram fortes. A justificativa da empresa é o papel importante no teste e desenvolvimento de produtos relevantes para os consumidores, o que ajudaria a manter a relevância do modelo de negócios.

Dentre os projetos notáveis da empresa está o Just Crack an Egg, desenvolvimento no Kraft Heinz Innovation Center, na cidade de Glenview, Illinois, nos Estados Unidos. Ele consiste em uma tigela de café da manhã “instantânea”. Para comer, basta esquentá-lo no micro-ondas. A ideia caiu nas graças de um público cada vez mais apressado, rendendo mais de US$ 50 milhões em vendas em 2018.


Adidas: Brooklyn Creator Farm
De acordo com a empresa, o Brooklyn Creator Farm tem como principal objetivo “auxiliar no desenvolvimento cultural”. Lá, os designer da empresa são encorajados a “pensar no futuro”, criando modelos que sigam as expectativas daquilo que deve ser o futuro dos calçados, moda e tecnologia.

O centro de inovação, em si, é dividido em 2 áreas: uma focada no design enquanto a outra, o Brooklyn MakerLab, é responsável por tirar as ideias do papel, as transformando em produtos com capacidade comercial.

Fonte: Consumidor Moderno