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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 13 de novembro de 2018 às 15:44
As vendas no varejo do Brasil recuaram mais do que o esperado e registraram o pior desempenho para setembro em 18 anos, devido às perdas em supermercados e combustíveis, indicando incertezas para os últimos meses de 2018 após encerrarem o terceiro trimestre com estagnação.

Em setembro, as vendas no varejo caíram 1,3 por cento em relação a agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Este foi o pior resultado para o mês na série histórica iniciada em 2000 e bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,2 por cento.

Em relação ao mesmo mês de 2017, as vendas apresentaram ganho 0,1 por cento, também bem abaixo da projeção na pesquisa de alta de 1,6 por cento.

Ao encerrarem o terceiro trimestre com estabilidade sobre os três meses anteriores, as vendas do varejo mostram enfraquecimento ao longo do ano, após alta de 0,8 por cento no segundo trimestre e de 1 por cento nos primeiros três meses do ano.

Em setembro, seis das oito categorias pesquisadas mostraram queda nas vendas, sendo que a comercialização de combustíveis e lubrificantes caiu 2 por cento no mês na comparação com agosto, registrando também o pior resultado para setembro na série histórico.

Com forte peso no bolso dos consumidores, o setor de hiper e supermercados viu suas vendas contraírem 1,2 por cento em setembro, o pior resultado para o mês desde 2002.

O movimento, de acordo com o IBGE, se deu por conta do aumento dos preços --em setembro, a inflação de alimentos e bebidas foi de 0,10 por cento, após uma queda nos preços de 0,34 por cento em agosto. Já os preços dos combustíveis subiram em setembro 4,18 por cento, após queda de 1,86 por cento no período anterior.

"A inflação de combustíveis e hipermercados teve efeito negativo sobre as vendas. A alta dos combustíveis tem a ver com elevações promovidas pela Petrobras e, no caso dos alimentos, houve alta na alimentação domiciliar", explicou a gerente da pesquisa do IBGE, Isabella Nunes.

As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, tiveram recuo de 1,5 por cento no período, pressionadas principalmente pela queda de 1,7 por cento em material de construção na comparação com agosto.

A atividade econômica brasileira vem apresentando um ritmo fraco, o que associado às incertezas ligadas às eleições presidenciais vinham contendo o consumo no país.

Tanto a confiança do comércio quanto do consumidor indicaram melhora em outubro, mas alto nível de desemprego e a informalidade ainda são fatores limitantes.

"Temos uma grande informalidade no Brasil, e isso afeta o poder de compra de consumo dos brasileiros. O mercado de trabalho tem sido um freio para o consumo", completou Isabella.

Fonte: DCI
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 13 de novembro de 2018 às 15:41
O varejo de moda deve registrar, ao final deste ano, crescimento de 2,7% em vendas sobre 2017, somando um total de R$ 226 bilhões acumulados no ano inteiro. As vendas também devem crescer 1,5% em relação ao ano passado, com a comercialização de 6,3 bilhões de peças. Os dados são do IEMI – Inteligência de Mercado.

Nos últimos três anos (2015 – 2017), houve uma redução total no número de peças vendidas em 3,9%. Mesmo com essa redução, o aumento no preço médio das peças vendidas possibilitou crescimento do faturamento, ainda que  discreto. No período avaliado, a inflação de vestuários no varejo foi de 17%.

Apesar do aumento no preço das peças que o varejo tem praticado desde 2015, o setor engole parte da inflação da indústria. O preço médio das peças praticado pela indústria aumentou 26% nos últimos três anos, o que indica a diferença de 9 pontos percentuais entre o aumento do preço para o varejista na comparação com o aumento repassado ao consumidor, com prejuízo aos comerciantes.2019

O IEMI vê cenário positivo para 2019. As estimativas preliminares apontam que o segmento de vestuário deverá apresentar crescimento de 2,6% em volumes e 4,2% em valores nominais no ano que vem.Canais

Segundo a pesquisa, existiam 149,1 mil pontos de venda de vestuários em todo o País ao final de 2017. As lojas de departamento especializadas em roupas (Renner, Riachuelo, C&A etc.) correspondem a 31,4% do total do faturamento do segmento de moda no País. Em seguida, as lojas independentes, com 27,6%.

As redes de pequenas lojas correspondem a 26,6% de participação no total de vendas no varejo de moda. As lojas de departamento não especializadas (como Americanas) respondem por 8,8%. Hipermercados têm 5,6% do faturamento do setor.Segmentações

A linha casual de vestuários é a mais representativa no varejo de moda, ela corresponde a 45,2% das peças vendidas e 52,9% do faturamento. A segunda linha em volume de peças é a íntima/dormir com 13,8% das peças comercializadas. Já em valores movimentados no varejo, a segunda colocação fica para a linha de moda esportiva com 12%.

Fonte: Novarejo