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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 21 de agosto de 2018 às 06:45
O setor de franquias cresceu 8,4% no segundo trimestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado. O faturamento total do franchising saltou de R$ 37,5 bilhões entre abril e junho de 2017 para R$ 40,7 bilhões no último semestre. Os números são da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
A revista NOVAREJO digital está com conteúdo novo. Acesse agora!Nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 7,4%, passando dos 168 bilhões de faturamento. No primeiro semestre deste ano, o faturamento foi de R$ 79,4 bilhões, um crescimento de 6,8% em relação à primeira metade de 2017.
Até o fim de 2018, a ABF projeta crescimento de faturamento entre 7 e 8%, com um total de 2800 redes. O número de unidades deve crescer 5% e de empregos, 4%. No primeiro semestre, o número de empregos chegou a 1,22 milhão no setor, um crescimento de 2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
SegmentosO segmento de Entretenimento e Lazer foi o que mais cresceu em faturamento no segundo trimestre do ano, com alta de 16,1%. Hotelaria e Turismo vem na sequência, com alta de 14,6%. O setor com maior faturamento permanece o de Alimentação, com R$ 10,9 bilhões no semestre, 9,7% a mais que o registrado no mesmo período de 2017.
No semestre, o número de unidades cresceu em todos os segmentos. Entretenimento e Lazer registrou a maior alta, com 19,4% a mais que no primeiro semestre de 2017. Limpeza e Conservação atingiu 14,6%. Alimentação também se mantém à frente em número de unidades, com 21,5 mil.
Fonte: Novarejo
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 21 de agosto de 2018 às 06:45
As inovações que vão impactar o varejo estão diante de nossos olhos. Nem tudo, necessariamente, é futurismo para ocorrer uma disrupção em determinados segmentos. Em entrevista exclusiva à NOVAREJO, Bruno Chimentão, Associate Director, Products & Resources Industries da Cognizant no Brasil, comenta em um bate-papo sobre o que o varejo terá de enfrentar e se adaptar daqui para frente. Confira:
A revista NOVAREJO digital está com conteúdo novo. Acesse agora!Muito se fala de inovação e sua importância na nova economia, mas o que podemos classificar, de fato, como inovação voltada para o mercado?
Os consumidores buscam avidamente por novidades e as empresas para conseguir atrair a atenção desses consumidores precisam inovar, ou seja, fazer melhor, fazer diferente, acompanhar as mudanças que ocorrem de forma cada vez mais rápida nas expectativas e comportamentos dos clientes. Se formos relevantes e conseguirmos capturar a atenção do cliente, estaremos inovando.
E em que sentido a inovação é tão importante para a nova maneira de fazer negócios, em especial, no varejo?
Um dos principais focos dos varejistas é o conhecimento do seu consumidor/ shopper e do seu público alvo. Antes esse conhecimento era segmentado em grandes blocos, sem uma visão individual. Com a era digital, os varejistas estão focados no conhecimento do consumidor a nível de “indivíduo”, o que chamamos de personalização. Isto é inovação gerando relevância ao consumidor, que não quer mais ser visto como parte de um segmento, e sim considerado único.
Na arte, há um termo chamado espírito de época, que une mais ou menos os grandes nomes de determinado período em torno de um pensamento e práticas. Podemos falar que isso acontece no setor de varejo, um espírito de época em torno da inovação e da transformação digital?
Entendo que sim, porém muito mais por influência do que por convicção. O que vemos é que este espírito de época em torno da inovação e da transformação digital é visto como a forma de se tornar relevante ao consumidor. A transformação digital tem um paralelo com o que no passado se chamava de reengenharia. Revisar os modelos e processos de negócio na busca de se fazer melhor, fazer diferente. E é nisso que os varejistas apostam com a inovação e transformação digital, na análise dos micromomentos dos consumidores.
Gostaria de abordar algum ponto do momento que vivemos em direção à transformação digital no varejo?
Entendemos que 5 elementos principais impactarão o varejo nos próximos anos, sendo que em todos eles a tecnologia tem papel relevante na viabilização das ações:
A adoção generalizada de smartphones cada vez mais poderosos continuará a melhorar a experiência das compras on-line (e-commerce)Tecnologias mais recentes como internet das coisas, realidade aumentada, inteligência artificial, blockchain terão forte impacto no varejo e em prover experiências de compra personalizadas, visando sempre atrair a atenção do consumidorA integração entre loja física e on-line (“figital”)Conhecimento dos consumidores e seu contexto e seu perfil de consumo por meio da coleta de dados de diferentes fontes (web sites, mobile, sensores, transações, etc) e o uso de analytics e ciência de dados para gerar insights de negócioTrabalhar novos modelos de colaboração, redesenho, modernização, automatização e digitalização da cadeia de abastecimento (supply chain) visando a redução de custos e melhoria nos serviços.
Fonte: Novarejo