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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 05 de junho de 2018 às 06:39
O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) ficou em 102,2 pontos em maio, valor igual ao de abril. Mesmo com a estabilidade, o indicador está 1,6% abaixo do registrado em maio do ano passado. "O índice permanece em um patamar baixo: 5,2% inferior à média histórica de 107,8 pontos".

Mesmo assim, o levantamento  mostra que aumentou a preocupação dos brasileiros com o desemprego e com a inflação. O indicador de expectativa sobre o desemprego caiu 2,8%  e o de inflação recuou 1,1% em relação a abril. Isso significa que na comparação com abril diminuiu o número de pessoas que espera a queda do desemprego e dos preços nos próximos seis meses. O indicador de expectativa de renda pessoal aumentou 1,1% frente a abril, mostrando que um número maior de pessoas espera o aumento da renda pessoal.

As expectativas sobre o endividamento e a situação financeira também melhoraram. O indicador de expectativa de endividamento aumentou 3,2% e o de situação financeira subiu 0,6% frente a abril. Isso mostra que as pessoas estão menos endividadas e com a situação financeira melhor do que há três meses. Mesmo assim os brasileiros continuam pouco dispostos a fazer compras de maior valor. O indicador de expectativas de compras de maior valor caiu 0,9% na comparação com abril e é 2,3% menor do que o registrado em maio do ano passado. 

"O INEC de maio reflete o ritmo lento de recuperação da economia. Consumidores preocupados com o desemprego ficam mais cautelosos e tendem a diminuir o consumo e preservar suas reservas financeiras. Com isso, aumentam as dificuldades de uma recuperação mais intensa da economia", diz o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. "As incertezas do processo eleitoral também afetam a confiança do consumidor", afirma o economista.

Fonte: CNI

Economia & Finanças Postado em terça-feira, 05 de junho de 2018 às 06:38
O faturamento da indústria aumentou 1,5% em abril na comparação com março, na série livre de influências sazonais. Com isso, o indicador registra um crescimento de 6,9% no primeiro quadrimestre do ano frente ao mesmo período de 2017. "O resultado confirma a tendência de alta do faturamento industrial", afirmam os Indicadores Industriais.


De acordo com a pesquisa, os dados de abril confirmam a retomada em ritmo lento da atividade. Depois de duas quedas consecutivas, as horas trabalhadas na produção aumentaram 2,2% em abril frente a março, na série dessazonalizada, e fecharam o primeiro trimestre com expansão de 1,6% em relação ao mesmo período de 2017. 

A utilização da capacidade instalada ficou praticamente estável em 78%, com leve recuo de 0,1 ponto percentual em abril na comparação com março, na série com ajuste sazonal. Conforme a CNI, a utilização média da capacidade instalada no primeiro quadrimestre é 1,2 ponto percentual superior à do mesmo período de 2017. 

O mercado de trabalho também está se recuperando lentamente. O emprego na indústria cresceu 0,1% em abril na comparação com março, na série dessazonalizada. Foi o oitavo mês consecutivo de crescimento do emprego, que registra uma expansão de 0,7% no primeiro quadrimestre na comparação com o mesmo período de 2017. A massa real de salários caiu 0,4% e o rendimento médio real dos trabalhadores também diminuiu 0,4% em abril frente a março, na série dessazonalizada. Entretanto, na comparação do primeiro quadrimestre com o mesmo período de 2017, a massa real de salários aumentou 1,8% e o rendimento médio real do trabalhador subiu 1,1%.

Fonte: CNI