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Estratégia & Marketing Postado em quinta-feira, 09 de janeiro de 2020 às 14:46
A MD | Make a Difference, agência de comunicação especializada em redes de varejo e franquias, apresentou os resultados da 2ª pesquisa sobre o uso das mídias digitais nas redes de franquias. O levantamento ouviu mais de 700 franqueados entre 27 marcas de diferentes setores.

Entre os entrevistados, 86% possuem o perfil da sua franquia nas redes sociais. Nesta segunda edição da pesquisa, o Instagram passou o Facebook na preferência dos franqueados: 78% possuem conta no Instagram e 71% no Facebook. Em terceiro lugar aparece o WhatsApp, com 59%. Entre os 14% que não possuem conta própria da franquia nas redes, parte alega não ter autorização da franqueadora para essa ação.

“A liderança do Instagram na pesquisa mostra que os franqueados estão acompanhando o comportamento do consumidor, que também tem utilizado, cada vez mais, essa rede social”, comenta Denis Santini, CEO da MD | Make a Difference e organizador do estudo.

Quando questionado sobre a razão de usarem as redes sociais, 86% utilizam para captar clientes, 73% para manter relacionamento com os atuais consumidores, 44% para replicar os posts publicados no canal oficial da franqueadora e 32% para captar cadastros para futuras ações.

Metade dos franqueados entrevistados cria os posts que publica, sendo que as fotos são o formato preferido (89%), seguido por vídeos (65%) e stories no Instagram (62%). Essa dinâmica requer atenção dos franqueadores.
“O desafio é como manter no mundo digital o mesmo padrão que as marcas conseguem manter em suas unidades físicas”, alerta Santini. “O franqueado quer usar as redes sociais, então é preciso dizer para ele como isso deve ser feito, porque sem uma diretriz ele fará o perfil da sua unidade da maneira como achar melhor, e aí existe o risco de ficar desalinhado com a estratégia da marca.”

Feita pela primeira vez em 2018, a pesquisa nasceu a partir de um desafio do setor de franquias: entender o papel de franqueado e franqueador no uso das mídias digitais. “Não há uma única resposta de qual é a melhor prática. A maioria das redes permite que os franqueados tenham seus próprios canais, e poucas são as que centralizam toda a comunicação digital em um só canal oficial da marca, administrado pelo franqueador”, afirma Santini.

Fonte: MD | Make a Difference/ Infomoney
Estratégia & Marketing Postado em quarta-feira, 18 de dezembro de 2019 às 09:55
Agilidade, humanização, metrificação, responsabilidade... O B2B e o B2C ganham a companhia poderosa do P2P, a comunicação People to People.

O que nos reserva a comunicação dos anos 2020?
Aqui vão 6 tendências irreversíveis:

Você se lembra como era a sua comunicação em 2010? Qual rede social você usava? Como você se compartilhava informações pessoais e notícias com os colegas de trabalho? Se recorda como andava a hoje combalida, embora mais necessária do nunca, imprensa do Brasil?
Em 2010 você já tinha um smartphone ou este era um luxo de poucos amigos?
Pois é, 10 anos a um ritmo 4.0 parecem 100 e, se você puxar pela memória, tenho certeza, você irá se surpreender. 
Nem tudo era mato uma década atrás, é verdade. O WhatsApp, por exemplo, já existia, assim como todas as grandes redes que hoje dominam o mercado: Facebook, LinkedIn, Twitter e Instagram (que nascia em 2010).

Em uma década, vimos milhares de startups revolucionarem a maneira como nos comunicamos e produzimos, especialmente no mundo do trabalho. E morrerem também.
A revolução na comunicação começou bem antes, obviamente. Durante praticamente todo o século 20, vivemos a era da Comunicação 1.0 ou “primeira onda”, que concentrou seu poder e inovação nas mídias de massa da época: rádios, jornais, revistas e TVs. As informações top down configuravam uma espécie de “eu falo, você senta e escuta”.

A segunda onda ou Comunicação 2.0 surgiu nos anos 1990, quando o consumidor passou a ter as suas opiniões levadas em conta. Algo como “fala que eu te escuto” – o que se mostrou primordial, uma vez que as necessidades e desejos destes mesmos consumidores, finalmente, foram escutadas.

A Comunicação 3.0 ou “terceira onda” surgiu em meados dos anos 2000, com a democratização das redes sociais: colaborativa, ágil e compartilhada, com conversas inspiradoras e cada vez menos barreiras ou hierarquia.Mas e a “quarta onda”? O que nos reserva a Comunicação 4.0 ou aquela que reinará nos anos 2020, que começam em algumas semanas?
Elencamos 6 tendências irreversíveis da próxima década em comunicação:

P2P
A comunicação B2C e B2B (destinada ao consumidor e entre as empresas) seguirá firme, mas, cada vez mais, pessoas precisarão de pessoas. Logo, ganhará força a comunicação People to People – de humano para humano. Direta, ágil, empática, humanizada e efetiva.

Curadoria
Se, no milênio passado, tínhamos os veículos de massa, um telefone e, vá lá, uma secretária eletrônica para nos impactar, as conversas hoje são outras. Nossa atenção está pulverizada nas 24 horas do dia. Curar ou selecionar aquilo que vamos internalizar ou exteriorizar será o primeiro passo para uma comunicação assertiva.

Experiência
Não basta comunicar, é preciso impactar. Sim, nos anos 2020, se você não agregar ao interlocutor, seja ele quem for, provavelmente não será lembrado em uma próxima. Promover experiências verdadeiras passa por transformar aquele momento comunicacional em algo relevante e que permaneça no tempo.

Mensuração
Não basta ofertar, é necessário saber por que, como, para quem e quais os efeitos dessa oferta. A metrificação, a coleta de dados e seu uso quase infinito serão uma realidade presente em todos os níveis da comunicação dos anos 2020. Será, a partir deles, que promoveremos e transformaremos a maioria das nossas experiências.

Assistência
“Os smartphones geraram grandes mudanças, mas a próxima revolução da indústria vai ser impulsionada pela combinação de marketing e machine learning”, diz o vice-presidente Sênior de Publicidade e Negócios do Google, Sridhar Ramaswamy. E a próxima novidade depois do mobile atende por “assistência”. Estar apenas presente não fará diferença. A expectativa será interagir e conhecer os públicos-alvo.

Responsabilidade
Se nos anos 2020 todo colaborador será embaixador da empresa para qual trabalha e da sua marca pessoal, se todo cliente será advogado da marca, se toda interação virará experiência e causas darão vida a movimentos, recairá sobre a comunicação o peso da responsabilidade – afinal, “comunicação não é o que você fala, e sim o que o outro entende”.
Mas atenção: você terá total participação nisso.

Fonte: ÉpocaNegócios