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Gestão & Liderança Postado em terça-feira, 19 de junho de 2018 às 06:38
Digitalização, inteligência artificial, robótica, internet das coisas e outros avanços tecnológicos que caracterizam a Indústria 4.0 trazem uma nova realidade para as organizações. Mas as transformações não se limitam ao modo de produção. Na era digital, o gestor que deseja uma carreira de sucesso deve buscar novas habilidades para construir equipes colaborativas e inovadoras, solucionar problemas com agilidade e modernizar os processos da organização onde atua, para que ela possa tirar proveito da tecnologia e competir nesse ambiente em constante mutação.

De acordo com a pesquisa “A Revolução das Competências 2.0”, divulgada em março pelo ManpowerGroup, 80% das capacidades de liderança permanecem as mesmas há algum tempo: adaptabilidade, motivação, persistência e inteligência. Mas, o que fez um gestor chegar até aqui não o levará adiante. “Os líderes de hoje devem ser capazes de ousar para liderar e estar preparados para assumir fracassos. Eles precisam alimentar a capacidade de aprendizagem, acelerar o desempenho e promover o empreendedorismo. E, claro, estimular o potencial nos outros”, afirma o estudo.

Nesse caminho, portanto, é essencial que o próprio líder busque o desenvolvimento contínuo de competências. Para inteirar-se sobre os desafios e oportunidades da Indústria 4.0 e as tecnologias vinculadas à manufatura avançada, o diretor industrial da Rodhia, empresa do Grupo Solvay, Hugo Kitagawa, optou por um Master in Business Innovation (MBI) em Indústria Avançada, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Santa Catarina (SENAI/SC).

“Com o avanço da tecnologia, o comportamento das novas gerações e as mudanças no tipo de consumo, a atualização de habilidades e competências é fundamental. O profissional que não acompanha essa evolução tem chances muito altas de ficar para trás e de comprometer a competitividade de sua organização. Os dirigentes devem estar sempre caminhando para poder perpetuar o negócio, torná-lo mais rentável e mais preparado para o futuro”, afirma Kanagawa.

“Um gestor que não se atualiza não consegue traduzir a demanda de um mercado dinâmico", afirma o superintendente industrial da DeMillus, Kley Pontes Bezerra

O superintendente industrial da fabricante de lingerie DeMillus, Kley Pontes Bezerra, concorda. Em sua visão, os líderes que desejam atender as necessidades da empresa e, principalmente dos clientes, devem buscar ferramentas e metodologias para acompanhar os movimentos da indústria. “Um gestor que não se atualiza não consegue traduzir a demanda de um mercado dinâmico, acompanhar o planejamento estratégico da sua empresa e tirar proveito dos recursos possíveis com a evolução digital”, destaca.

Bezerra é um dos executivos da indústria têxtil que, hoje, integra o MBI em Indústria Avançada: Confecção 4.0, promovido pelo SENAI CETIQT, no Rio de Janeiro. A especialização foi organizada para fortalecer o setor e torná-lo protagonista na implantação do modelo 4.0 no Brasil, além de promover o networking entre empresas. 

MANUFATURA AVANÇADA – Em relação à Indústria 4.0, o diretor da Rodhia afirma que o setor produtivo está em uma fase em que o debate se sobrepõe às ações. “Pela falta de conhecimento, as tendências assustam. Mas é preciso saber quais as tecnologias estão surgindo e qual o impacto no contexto de cada negócio e, a partir daí, fazer provas de conceito e adequações de processos para estar preparado para as mudanças de produção e consumo. Não é fácil porque envolve toda a cadeia produtiva, mas é uma questão de sobrevivência em um mercado tão competitivo”, explica Kanagawa.

Na visão do executivo, a contribuição do SENAI com a execução do MBI Indústria Avançada é estratégica. A partir de aprendizagem assistida, imersões presenciais nacionais e uma imersão internacional, a pós-graduação fornece subsídios para que os gestores possam idealizar, planejar e implantar tecnologias e sistemas que possibilitam maior competitividade, a partir da melhoria de processos, desenvolvimento de produtos e de novos modelos de negócios.

Fonte: CNI
Gestão & Liderança Postado em quarta-feira, 13 de junho de 2018 às 18:26
Engana-se quem acredita que saber negociar é uma preocupação apenas daqueles que ocupam grandes cargos, lidam diariamente com transações extraordinárias ou precisam vender algo. A arte da negociação está sempre presente no nosso cotidiano, norteando nossas decisões. E, para alcançar o sucesso, é preciso dominar essa arte. É o que afirma o especialista em negociação Jaime Jimenez. Para ele, a importância da negociação é independente do ambiente de trabalho. "Crianças negociam, pais negociam, professores negociam, casais negociam, líderes negociam. A negociação é um recurso do ser humano para pleitear, conquistar e até mesmo para se posicionar", afirma.

Jaime explica alguns dos fatores que entram em jogo na hora da negociação: a forma como as pessoas enxergam você, o quanto você é capaz de influenciar outras pessoas, como você se comunica e como se relaciona. O professor atenta para algumas questões que são essenciais na hora de negociar:


O processo de negociação

A negociação não é um evento que acontece apenas em um encontro ou reunião. É um processo que transcende o que está no papel, no orçamento, no projeto. "Na prática, algumas negociações não se dão em uma mesa de reunião. A mesa é o local onde se consagram ou não as ações que foram feitas antes. É o momento de “provar” não apenas tecnicamente o que se está vendendo, mas também de “tangibilizar” o porquê do que está sendo apresentado. Dessa forma, a negociação começa bem antes. No dia a dia, em função da sua legitimidade, da sua imagem, do seu relacionamento, da sua performance", explica o professor. Por isso, é preciso saber gerenciar as percepções que as pessoas têm a seu respeito.

A importância da imagem

Em qualquer processo de influência e persuasão, é fundamental ficar atento às reações do interlocutor. Na negociação, não importa apenas o quê ou como você disse algo, e sim o que o outro entendeu. O professor Jaime explica que é necessário entender de que forma deixamos de "vender" nossas ideias, nossa imagem, nosso trabalho, não por quem somos, mas sim pelo que transparecemos aos demais, seja nossa situação, seja o papel que assumimos. "Muito negociadores falham porque se atém apenas aos aspectos técnicos, benefícios, valores e especificidades, e se esquecem que também precisam representar o que estão vendendo", afirma.

Criar relações de confiança

Alguns indivíduos são tidos como "negociadores natos", com grande facilidade para negociação e liderança. De acordo com Jaime, essas pessoas tendem a construir, naturalmente, relações de confiança com seus interlocutores. Isso acontece quando as pessoas percebem um padrão em sua postura e se identificam. São momentos em que é possível escutar coisas como “Ele (a) é assim com todos!”, “Ele (a) fala minha língua!”, “Ele (a) atua como eu atuaria!”.

De acordo com Jaime Jimenez, isso se deve a uma questão de legitimidade: as pessoas tendem a se relacionar e confiar em pessoas parecidas com elas mesmas ou que demonstrem interesse genuíno por aquilo que está sendo apresentado. "Na prática, quando acompanhamos isso no dia a dia, nos deparamos com comportamentos ou atitudes que são percebidas como legítimas com as pessoas que nos relacionamos. E que para isso ocorra, não se trata apenas de 'química' mas da junção de elementos de comunicação verbal, não verbal e, principalmente, da forma como nos adaptamos aos nossos interlocutores. No decorrer do curso "Negociação & Influência nos aprofundamos em cada um destes itens para facilitar a compreensão do processo", explica.

Fonte: Administradores