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Inovação e Atualidade Postado em quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020 às 11:08
Gatilhos sentimentais do passado são usados com sucesso na promoção de novos produtos.
O que o lançamento do smartphone dobrável Samsung Galaxy Fold, o sucesso da série Stranger Things e os recordes da turnê da dupla Sandy e Junior têm em comum? Os três são resultados do desejo dos consumidores por produtos, serviços e experiências que remetem a tempos passados.

O que ficou conhecido como “ECONOMIA DA NOSTALGIA” nada mais é do que o uso de memórias afetivas do passado para impulsionar o consumo no presente. Um estudo liderado por Jannine LaSaleta, professora de marketing na Grenoble École de Management, na França, descobriu que a nostalgia induz sentimentos de conexão social, que fazem as pessoas valorizarem menos o dinheiro – e, como consequência, gastarem com menos restrições.

Segundo a pesquisa, é altamente provável que alguém possa ter mais chances de comprar algo quando se sente nostálgico. Além disso, o estudo também mostrou que, quando o futuro parece incerto, ceder à nostalgia faz com que as pessoas se sintam mais otimistas.
Apelar à nostalgia surgiu como uma técnica de marketing estratégica e eficaz nos últimos anos, se espalhando não apenas em produtos, mas também em entretenimento, moda e até estilo de vida.
“A nostalgia traz de volta aquela sensação positiva sobre como as coisas era melhores no passado. Você quer reviver esse sentimento e as marcas sabem que podem desencadear essas emoções em seus consumidores”, explica Jamie Gutfreund, CMO da agência Deep Focus, em entrevista ao Digiday.

Veja abaixo cinco exemplos de produtos, serviços e experiências que apostam na nostalgia para conquistar o consumidor:


Embora seja bem recente e ainda não seja possível aferir o sucesso de vendas dos smartphones dobráveis, como o Samsung Galaxy Fold, o Motorola Razr e o Huawei Mate X, o simples fato de estarmos discutindo sua viabilidade em 2020 já mostra que o formato deve pelo menos fazer algum barulho nos próximos anos.
De todos os modelos lançados até o momento, o Motorola Razr é o que explora de forma mais contundente o sentimento nostálgico dos consumidores. Visualmente, ele é uma atualização do modelo Motorola Razr V3, um clássico lançado em 2004, época em que a gente nem sonhava nas possibilidades de uso de um smartphone. O Razr atual tem o mesmo formato, o mesmo estilo de “flip”, mas tem todas as especificações técnicas de um aparelho super moderno.


A Disney tem um catálogo de filmes e propriedades intelectuais que fizeram parte da infância e juventude de milhões de pessoas. A empresa aproveita esse ativo para produzir novas versões de filmes consagrados que despertam o lado mais emocional da nostalgia nos consumidores.
Somente em 2019 lançou os remakes de O Rei Leão, um de seus maiores sucessos na história, Dumbo, A Dama e o Vagabundo, e Aladin. Para este ano, já está confirmado o lançamento de um live action de Mulan. Estão ainda em produção, sem data oficial de lançamento, novas versões de outros clássicos da Disney, como A Branca de Neve e os Sete Anões e Peter Pan.



O que seria do catálogo da Netflix se não fosse a nostalgia? Além de reunir séries e filmes clássicos, a empresa também investe pesado na produção de novos produtos que, de uma forma ou outra, remetem ao passado. Um dos exemplos já citados aqui é a série Stranger Things, que tem toda uma aura dos anos 80 e parece ter sido feita sob medida para quem cresceu assistindo à Sessão da Tarde.
Mas há outros exemplos, como as novas temporadas de Full House (Fuller House) e Gilmore Girls, ou até a recriação de formatos que fizeram sucesso no passado, como Project Runway (Next in Fashion) e Queer Eye for the Straight Guy (Queer Eye).


Por meio do marketing e de um intenso trabalho de branding, a Adidas recuperou seu frescor oitentista e conseguiu transformar seu catálogo do passado em uma linha de negócios lucrativa. A linha Adidas Originals hoje é um dos grandes sucessos da marca e revista clássicos como o Adidas Gazelle e o Stan Smith.



Bandas ou artistas que já encerraram a carreira, mas que resolvem dar uma palhinha em uma turnê de reunião são a fórmula certa para os lucros. Aqui no Brasil, impossível não citar a turnê da dupla Sandy e Junior, que aconteceu ao longo do segundo semestre de 2019. De acordo com relatório da Pollstar, publicado no jornal The Washington Post, a turnê dos irmãos foi a segunda mais lucrativa do ano no mundo todo, ficando atrás apenas da tour mundial de Elton John. O ranking mundial mostra que Sandy & Junior arrecadaram pouco mais de US$ 2,25 milhões de dólares, enquanto o cantor inglês faturou cerca de US$ 2,9 milhões.
Outro exemplo de turnê bem sucedida e que levou em conta a nostalgia dos fãs foi a do grupo carioca Los Hermanos, que retomou um calendário limitado de shows em 2019 com apresentações esgotadas em estádios lotados.

Fonte: Consumidor Moderno
Inovação e Atualidade Postado em quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020 às 10:56
Compras por voz: a nova fronteira do e-commerce Marcas precisam se preparar para o crescimento do uso de assistentes de voz para pesquisa e compras.
O amadurecimento do e-commerce já passou por diversos estágios, desde o varejo tradicional como versões online de suas lojas até a venda direta via redes sociais por influenciadores. A nova fronteira a ser desbravada é a de compras por voz, uma das tendências do comércio eletrônico para os para os próximos anos.

A consultoria britânica OC&C prevê que as compras por voz movimentarão US$ 40 bilhões até 2022, um salto considerável em relação aos US$ 2 bilhões que movimentam atualmente nos EUA e Reino Unidos.
O crescimento acontecerá, principalmente, pela multiplicação dos #ASSISTENTESDEVOZ nos próximos anos, de acordo com relatório da consultoria inglesa Juniper Research. O estudo estima que existirão 8 bilhões de assistentes de voz em uso até 2023, contra os 2,5 bilhões de assistentes em uso no final de 2018.

“O comércio por voz representa a próxima grande inovação no setor de varejo e, assim como o e-commerce e o social commerce mudaram o cenário do varejo, as compras através de assistentes de voz prometem fazer o mesmo. A velocidade com que os consumidores estão adotando dispositivos inteligentes se traduzirá em várias oportunidades e desafios ainda maiores para os varejistas tradicionais e empresas de produtos de consumo.” - John Franklin, sócio da consultoria OC&C.

Desafios para as compras por voz
O comércio ativado por voz é usado pelos consumidores como um canal direto de vendas, e não uma experiência de navegação e pesquisa.

70% DAS COMPRAS SÃO REALIZADAS POR CONSUMIDORES QUE SABEM EXATAMENTE O QUE QUEREM

De acordo com a consultoria, isso acontece porque a experiência de navegação em lojas online fica prejudicada quando é feita por voz. Fazer compras por voz não é uma experiência visual. Ela exige que os produtos sejam selecionados apenas ouvindo uma descrição em palavras, o que limita significativamente o escopo da navegação.
Embora possamos falar mais rápido do que digitar, é mais intuitivo ler rapidamente uma lista de resultados sobre um produto do que ouvir esses resultados, com detalhes sobre preços, em um assistente de voz. Como resultado, comida e itens com marcas muito reconhecidas, como eletrônicos, são as categorias mais relevantes para as compras por voz atualmente.
Outro desafio para a consolidação das compras por voz é em relação à segurança e privacidade dos dados pessoais do consumidor. Um estudo da Microsoft indica que 41% dos donos de dispositivos inteligentes dizem se preocupar com a privacidade de seus dados e a escuta passiva dos aparelhos, ou seja, quando o aparelho está “ouvindo” o que o consumidor está falando antes mesmo de ser acionado.

Marcas precisam se preparar

Embora a fatia do mercado das buscas e compras por voz ainda seja pequena atualmente no Brasil, ganhar e manter a visibilidade nas plataformas ativadas por voz será essencial para se manter competitivo no futuro. As marcas que não querem ficar para trás neste filão do comércio eletrônico precisam se preparar desde já.
Uma pesquisa realizada pela Uberall com 73 mil negócios, entre pequenas, médias e grandes empresas, mostrou que a grande maioria não está pronta para ser encontrada por voz. Segundo a pesquisa, apenas 4% dos negócios estão otimizados para pesquisas e compras nesta modalidade de navegação.

Hoje, quando um consumidor pronuncia um comando como: “OK Google / Hey Siri / Alexa, coloque um quilo de café na minha lista de compras”, a consulta retornará apenas um resultado de cada vez. Isso significa que, diferentemente da pesquisa mais abrangente de texto, apenas uma empresa aparece em destaque e terá uma vantagem competitiva. A marca de café que estiver mais bem posicionada, ou que tiver fechado parceria com os varejistas, será a primeira a ser mostrada ao consumidor.
Além disso, marcas reconhecidas podem ter vantagem neste contexto, aumentando ainda mais a importância do branding. Se o consumidor resolve dizer “OK Google / Hey Siri / Alexa, coloque um quilo de Café Pilão na minha lista de compras”, os concorrentes não terão nem chance de aparecer.

Fonte: Novarejo