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Inovação & Atualidade Postado em terça-feira, 24 de março de 2020 às 14:29
Deixando o pânico de lado, notícias positivas e ações de gentileza e empatia se espalham pelo mundo dando lições de esperança.
O mundo inteiro está consternado com a pandemia de COVID-19: o novo coronavírus está presente em muitos países, em todos os continentes do mundo e com um alto número de infectados. A preocupação está tomando governos e população, cada um tentando fazer sua parte para deter a propagação da doença.

Diversos países como Espanha, França, China e Itália adotaram a quarentena para impedir que a doença se espalhe mais. A recomendação das organizações de saúde é que as pessoas se previnam e evitem o contato social por enquanto.
Por isso mesmo, o mundo parece estar parado por causa da pandemia e a incerteza com relação à quando isso tudo irá acabar predomina na cabeça de todos. Entretanto, em meio ao caos, histórias, ações e notícias positivas começaram a se alastrar por todos os cantos do planeta dando um sopro de esperança e tranquilidade.

Rapidez da ciência

Você pode estar assustado com as notícias sobre a crise no sistema de saúde em outros países, mas saiba que os profissionais da área estão dando duro para cuidar das pessoas e os cientistas estão trabalhando para encontrar respostas. E já avançamos muito desde os primeiros casos reportados do novo coronavírus.
Recentemente, cientistas australianos descobriram como células do sistema imunológico combatem o vírus. A pesquisa indica que as pessoas estão se recuperando da mesma forma que se recuperam de uma gripe. E isso poderá ajudar os cientistas do mundo a desenvolveram uma vacina eficaz.

Tratamentos contra coronavírus

Neste exato momento, há muitos estudos sendo feitos no mundo inteiro para desenvolver tratamentos contra a COVID-19. Recentemente, foi descoberto que um medicamento japonês, chamado Favipiravir, se mostrou efetivo contra o vírus em testes clínicos feitos com 340 pacientes que apresentaram sintomas leves e moderados.
Os pacientes infectados testaram negativo para o coronavírus após 4 dias de tratamento com o remédio, mostrando uma boa melhora comparada aos pacientes que demoram 11 dias para se recuperar sem tomar a medicação.

Vacina contra o novo coronavírus

Vários países, incluindo o Brasil, também estão reunindo esforços para desenvolver em tempo recorde uma vacina contra a COVID-19. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 41 projetos em andamento.
A boa notícia é que o primeiro protótipo de uma vacina criada na China está pronto para ser testada em humanos. Além disso, nos Estados Unidos, outra vacina já está em fase de testes em humanos e será monitorada por 6 semanas. A única questão é o processo até a liberação da vacina pode demorar de 12 a 18 meses.
O Canadá também está prestes a iniciar os testes em humanos e deu previsão de 18 meses para disponibilizar a vacina ao grande público. Até o Brasil possui seu próprio projeto, desenvolvido pelo Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Meio ambiente mais limpo

Com a nova recomendação de distanciamento social, as pessoas estão se isolando em casa, os comércios estão fechando e o turismo também está interrompido. A desaceleração do ritmo no mundo teve um reflexo impressionante e muito positivo: os níveis de poluição diminuíram na China e na Europa, principalmente.
Durante o período de quarentena nos países, o mundo emite, em média, 1 milhão de toneladas a MENOS de CO2 por dia. A principal razão para esta redução é a queda de consumo de petróleo. Imagens de satélite também demonstraram uma redução de gases poluentes na Itália, especialmente no Norte, onde o surto de coronavírus foi mais forte.

Criatividade em meio à pandemia

Todos parecem sentir que suas vidas ficaram de pernas para o ar com o novo coronavírus. Entretanto, o ser humano sempre se mostra resiliente em situações de estresse e não seria diferente neste momento. Pessoas, governos, prefeituras e empresas estão mostrando seu lado mais flexível e criativo para suportar esta crise.

Alívio financeiro para famílias
No Estado de São Paulo, o governador João Dória já tomou medidas para conter uma crise econômica devido ao novo coronavírus. A partir do dia 23 de março, ele anunciou que vai suspender a cobrança da tarifa social de água da Sabesp para 506 mil famílias.
Além disso, também anunciou a antecipação das férias para 165 mil professores da rede estadual e também interrompeu o processo de devedores. Oficialmente, o estado entrará em situação de quarentena a partir de terça-feira (24) para todos os serviços não essenciais.

Preocupação com os idosos

No Rio de Janeiro e em várias cidades do país, uma medida criativa vai ser essencial para cuidar da saúde dos mais velhos neste período. Diversas prefeituras estão criando postos de vacinação "drive thru" para idosos durante a campanha de imunização da gripe. A ideia é reduzir a circulação de pessoas na rua e também garantir que a saúde do grupo de risco seja priorizada.

Shows em casa

Com a chegada da pandemia no Brasil, diversos eventos que ocorreriam em março foram cancelados ou adiados, como shows e festivais de música. De forma a engajar as pessoas sobre a importância de permanecer em casa, artistas estão fazendo apresentações online através de transmissões ao vivo nas redes sociais.
Músicos brasileiros criaram o Festival Música em Casa, que vai contar com as apresentações de estrelas como Sandy, Atitude 67, Jão, Melim, Vitão, Projota, Léo Santana e Michel Teló. São apresentações intimistas, diretamente da casa dos artistas e exibidas no Instagram.
Além deste, há outros festivais de música programados, como o Festival Lá em Casa, com a dupla Anavitória entre os convidados, o festival #TamoJunto, que conta com Adriana Calcanhotto e Jards Macalé, e também o Festival #EuFicoEmCasaBR, que apresentará Daniela Mercury, Rennan da Penha, Maria Gadú e mais.

Solidariedade

O mundo está em quarentena e as pessoas estão trancadas em suas casas, torcendo para que seus parentes estejam bem. A preocupação parece rodear a todos e é nesses momentos tensos que ações de solidariedade, gratidão e empatia começam a brotar em diversas partes do planeta.

Anjos da guarda

Uma iniciativa interessante partiu de Marília Duque, doutoranda em envelhecimento e uso de smartphones por idosos. A pesquisadora criou um site que dá orientações para pessoas de como acompanhar idosos durante a quarentena.
A ideia é que o idoso que mora sozinho tenha um ?anjo da guarda? no Whatsapp, responsável por mandar mensagens de bom dia, boa tarde e boa noite, estar disponível para conversar e dar informações de como o idoso pode buscar orientação médica.
Outra prova de solidariedade em meio ao caos do coronavírus são os mais jovens se oferecendo para fazer compras para os idosos. Recados nas redes sociais ou nos elevadores são deixados por pessoas que oferecem ajuda, como fazer compras e ir à farmácia para os idosos.

Vida em quarentena

No mundo, as pessoas estão também se mobilizando para promover integração social "à distância". Em Portugal e na Espanha, por exemplo, vizinhos aplaudiram de suas janelas os profissionais de saúde que estão combatendo a pandemia.
Em vídeos compartilhados nas redes sociais, pessoas aparecem jogando bingo, ping pong e até cantando de suas janelas para interagir com os vizinhos. É uma forma de demonstrar que somos pessoas sociais, preocupadas com o bem-estar dos outros e engajados na resistência contra o novo vírus.

Fonte: MinhaVida.com
Inovação & Atualidade Postado em terça-feira, 24 de março de 2020 às 14:25



Thomas Friedman, um dos colunistas mais influentes do mundo, ouviu três médicos e escreveu o artigo mais contundente até agora sobre o risco do lockdown global se estender por muito tempo.
No texto, publicado no The New York Times, Friedman nota que os políticos estão tendo que tomar “decisões enormes de vida ou morte, enquanto atravessam uma neblina com informação imperfeita e todo mundo no banco de trás gritando com eles. Eles estão fazendo o melhor que podem.”

Mas com o desemprego se alastrando pelo mundo tão rápido quanto o vírus, “alguns especialistas estão começando a questionar: ‘Espera um minuto! O que estamos fazendo com nós mesmos? Com nossa economia? Com a próxima geração? Será que essa cura — mesmo que por um período curto — será pior que a doença?’”
Friedman diz que as lideranças políticas estão ouvindo o conselho de epidemiologistas sérios e especialistas em saúde pública. Ainda assim, ele diz que o mundo tem que ter cuidado com o “pensamento de grupo” e que até “pequenas escolhas erradas podem ter grandes consequências.”
Para ele, a questão é como podemos ser mais cirúrgicos na resposta ao vírus de forma a manter a letalidade baixa e ao mesmo tempo permitir que as pessoas voltem ao trabalho o mais cedo possível e com segurança.

Friedman diz que “se a minha caixa de email for alguma indicação, uma reação mais inteligente está começando a brotar.”
Ele cita um artigo publicado semana passada pelo Dr. John P. A. Ioannidis, um epidemiologista e co-diretor do Centro de Inovação em Meta-Pesquisa de Stanford. No artigo, Ioannidis diz que a comunidade científica ainda não sabe exatamente qual é a taxa de mortalidade do coronavírus. Segundo ele, “as evidências disponíveis hoje indicam que a letalidade pode ser de 1% ou ainda menor.”
“Se essa for a taxa verdadeira, paralisar o mundo todo com implicações financeiras e sociais potencialmente tremendas pode ser totalmente irracional. É como um elefante sendo atacado por um gato doméstico. Frustrado e tentando fugir do gato, o elefante acidentalmente pula do penhasco e morre.”

Friedman também cita o Dr. Steven Woolf, diretor emérito do Centro Sobre a Sociedade e Saúde da Universidade da Virgínia, para quem o lockdown “pode ser necessário para conter a transmissão comunitária, mas pode prejudicar a saúde de outras formas, custando vidas.”
“Imagine um paciente com dor no peito ou sofrendo um derrame — casos em que a rapidez de resposta é essencial para salvar vidas — hesitando em chamar o serviço de emergência por medo de pegar coronavírus. Ou um paciente de câncer tendo que adiar sua quimioterapia porque a clínica está fechada.”

Friedman complementa: “Imagine o estresse e a doença mental que virá — já está vindo — de termos fechado a economia, gerando desemprego em massa.”
Woolf, o médico da Virgínia, afirma no artigo que a renda é uma das variáveis mais fortes a afetar a saúde e a longevidade. “Os pobres, que já sofrem há gerações com taxas de mortalidade mais altas, serão os mais prejudicados e provavelmente os que receberão menos ajuda. São as camareiras dos hotéis fechados e as famílias sem opções quando o transporte público fecha.”

Há outro caminho? Pergunta Friedman.

Para ele, a melhor ideia até agora veio do Dr. David Katz, diretor do Centro de Prevenção e Pesquisa da Universidade de Yale e um especialista em saúde pública e medicina preventiva.
Num artigo publicado sexta-feira no The New York Times, o Dr. Katz diz que há três objetivos neste momento: salvar tantas vidas quanto possível, garantindo que o sistema de saúde não entre em colapso, “mas também garantir que no processo de atingir os dois primeiros objetivos não destruamos nossa economia e, como resultado disso, ainda mais vidas.”

Como fazer isso?

Katz diz que o mundo tem que pivotar da estratégia de “interdição horizontal” que estamos empregando agora — restringindo o movimento e o comércio de toda a população, sem considerar a variância no risco de infecção severa — para uma estratégia mais “cirúrgica”, ou de “interdição vertical”.
“A abordagem cirúrgica e vertical focaria em proteger e isolar os que correm maior risco de morrer ou sofrer danos de longo prazo — isto é, os idosos, pessoas com doenças crônicas e com baixa imunidade — e tratar o resto da sociedade basicamente da mesma forma que sempre lidamos com ameaças mais familiares como a gripe.”

Katz sugere que o isolamento atual dure duas semanas, em vez de um período indefinido. Para os infectados, os sintomas aparecerão nesse período. “Aqueles que tiverem uma infecção sintomática devem se auto-isolar em seguida, com ou sem testes, que é exatamente o que fazemos com a gripe. Quem não estiver sintomático e fizer parte da população de baixo risco deveria voltar ao trabalho ou a escola depois daquelas duas semanas.”
“O efeito rejuvenescedor na alma humana e na economia — de saber que existe luz no fim do túnel — é difícil de superestimar. O risco não será zero, mas o risco de acontecer algo ruim com qualquer um de nós em qualquer dia da nossa vida nunca é zero.”

Fonte: BrazilJournal.com