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Varejo & Franquias Postado em quinta-feira, 05 de dezembro de 2019 às 08:33
Os calçados de couro estão cada vez mais presentes na decisão de compra dos consumidores. Estudo lançado pelo IEMI - Inteligência de Mercado demonstra que 25% dos brasileiros adquiriram o item em sua última compra e destes 55% (ou 14% do total) afirmam que o fato de o calçado ser de couro teve um peso relevante na escolha.E aqui trata-se de couro de fato, e não imitações a partir de materiais sintéticos.
A pesquisa avaliou o interesse no consumo de calçados de couro e de calçados sustentáveis. Ao todo, foram entrevistados1.250 consumidores acima de 18 anos ede todos os poderes de compra e regiões do País. A análise foi dividida em duas partes: a demanda por calçados de couro, e o interesse por calçados sustentáveis (que geram menos perdas, que sejam recicláveis ou mais duráveis e que seus processos de produção consumam menos água ou energia ou utilizem menos substâncias prejudiciais ou tóxicas).
“O estudo é resultado de uma parceria entre a JBS Couros e o IEMI para avaliar a percepção de valor dos calçados de couro para os consumidores brasileiros e a crescente importância da sustentabilidade das marcas na decisão de compra de calçados”, diz o economista Marcelo Prado, diretor do IEMI.

Jorge Bitencourt, gerente executivo de Marketing da JBS Couros, afirma que os consumidores vêm demonstrando um interesse cada vez maior por empresas que seguem práticas responsáveis e sustentáveis e que ainda há muito espaço para crescer nesse mercado. “A JBS Couros saiu na vanguarda do setor com o lançamento, no início do ano, de um couro sustentável. O Kind Leather rapidamente tem ganhado espaço entre importantes clientes globais, já que oferece uma série de benefícios ambientais, sociais e econômicos relevantes”, explica Bitencourt.
Com relação ao calçado sustentável, 45% dos consumidores acreditam ter adquirido um produto com essa característica em sua última compra. Dentro deste grupo, 42% (ou 19% do total) afirmam que a sustentabilidade foi um fator muito relevante à escolha no momento da compra.
De todos os participantes, 65% dos consumidores pagariam mais por um calçado de couro e 58% estariam dispostos a pagar mais por um calçado sustentável. Na média, os entrevistados afirmaram que pagariam até 25% a mais por um produto de couro e sustentável.
O diretor do IEMI aponta o número relevante de que 70% dos consumidores que adquiriram calçados de couro natural em sua última compra afirmaram que o produto de couro deveria custar mais caro que um calçado do mesmo modelo e de outro material. “Isto ressalta o potencial de agregação de valor que o couro oferece”, afirma Prado.

Qualidade lidera atributos na escolha da marca:
Independentemente do tipo de calçado, entre os principais atributos que mais agradam os consumidores na hora de escolher uma marca, estão a qualidade do produto (57%), o preço acessível (50%) e o produto “calçar bem” (49%).
De acordo com consumidores entrevistados que adquiriram o calçado de couro em sua última compra, quando comparado com um calçado de outro material, o produto é mais confortável mais durável, com maior qualidade, mais bonito e sofisticado. Em termos de design, o produto é bem avaliado, mas ainda pode se diferenciar mais, provavelmente por conta do apelo atemporal explorado pelas marcas que ofertam o produto no mercado e que agrada a maioria dos consumidores.
Segundo o IEMI, a média de valor pago por um calçado de couro é de R$ 318,62 e por um calçado de outros materiais é de R$ 221,79. O estudo ainda aponta que a frequência média de compra para os calçados de outros materiais é de 3,8 vezes por ano, enquanto que os consumidores que adquiriram calçados de couro apresentam uma frequência média superior, de 4,4 compras/ano. “Até por estarem enquadrados em um grupo com maior poder de compra”, indica Prado.

Os motivos para a “não-compra”
Entre as principais razões que fazem com que os consumidores deixem de comprar determinadas marcas, as mais apontadas foram: o produto não encantar, os preços altos em relação à qualidade ofertada e empregar trabalhadores em condições degradantes.
Demais assuntos relacionados ao meio ambiente e à responsabilidade social também foram bastante considerados pelos consumidores. “Estas questões são encaradas pelo consumidor como uma quebra de confiança. Uma vez que ele tenha a percepção de que a marca é engajada nestes temas, a intensidade da rejeição mostra-se mais impactante do que a aprovação junto a uma marca que atende estes requisitos”, completa Prado.

Perfil do consumidor de calçado de couro
De acordo com a pesquisa do IEMI, é possível concluir que o perfil típico do consumidor de calçado de couro é homem, acima de 45 anos, pertencente às classes A e B. “Analisando a participação dos calçados de couro nos perfis do comportamento de consumo dos brasileiros, observa-se que o produto é muito desejado pelo público em geral, mas há uma enorme oportunidade para ampliar o engajamento dos consumidores mais jovens, em que o maior atrativo pode ser os calçados fabricados com couros sustentáveis”, afirma Marcelo Prado.
As mulheres totalizaram 60% dos consumidores de calçados em geral, contra 40% dos homens, independentemente do tipo de produto que compraram. Na comparação entre a compra de calçados de couro e de outros materiais, 23% das mulheres optaram pelo de couro, já entre os homens, 29% optaram por esse tipo de produto.
No comparativo da escolha por calçados de couro versus calçados de outros materiais, mais de 40% dos consumidores com idade acima de 45 anos escolheram o couro. Já entre os jovens de 18 a 24 anos, essa proporção foi bem menor, em torno de 12%, devido aos modelos de calçados que utilizam no seu dia a dia: mais informais; em geral, tênis, sandálias e outros produtos com materiais têxteis ou sintéticos.Os consumidores das classes A e B somam 78% dos que optaram, em sua última compra, pelo calçado de couro, em vez de outros materiais, por ser tratar de um público que preza mais pela qualidade do produto.

Fonte: Couromoda
Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 04 de dezembro de 2019 às 17:20
A gestão do estoque possui impacto direto na saúde financeira da loja. Por meio do controle de estoque, o lojista tem condições de saber o volume disponível de cada produto dentro da loja e também quanto dinheiro todo o mix vale. Embora seja uma tarefa básica e muito importante, é comum haver dificuldade para realizar um controle eficaz e ocorrer ruptura de estoque. A falta de controle pode trazer diversas consequências, como falhas na análise se a venda está de acordo com as previsões, desvios e impacto nas vendas e na produtividade dos funcionários.
O Sebrae reuniu cinco dicas para ajudar a controlar o estoque, que podem ser conferidas, juntamente com outros temas, aqui


1. Conheça o prazo médio de entrega dos fornecedores e o volume de vendas por coleção ou estação, no caso do varejo de calçados.Manter um estoque adequado, nem baixo nem alto demais, significa otimização dos processos de compra e menos capital de giro imobilizado. Procure manter sempre um nível de estoque em linha com as projeções de vendas para a estação ou data festiva, por exemplo.

2. Acompanhe as tendências e os novos produtosCaso esteja vencendo uma estação ou chegando novas linhas de produtos, observe o seu estoque. Se o volume de produtos armazenados estiver alto, faça uma promoção para vendê-los e assim gerar dinheiro em caixa para adquirir os lançamentos dos fornecedores, que sabidamente atraem os consumidores à loja.

3. Não tenha estoques acima do que planeja venderProduto em estoque, senão for vendido, pode sofrer desvalorização. Compre o necessário para a sua loja no período, baseado no histórico de outros anos e na projeção para o atual. Além disso, lembre-se de que estoque alto exige mais espaço de armazenamento e, em alguns casos, aumento do custo do aluguel.

4. Tenha tudo sob controleLoja com controles digitais e eletrônicos é mais competitiva. Controles manuais podem apresentar erros e perdas. Por isso, tenha um software como aliado nesse processo.

5. Antecipe-se às datas comemorativasEm datas de maior venda para a sua loja, aumente, se for o caso, o estoque para atender à procura. Nesses períodos, é melhor se prevenir e ter produtos disponíveis para venda, nem que para isso seja preciso fazer adaptações temporárias na sua estrutura (física). Tenha ciência de que você também precisará de maior capital de giro para isso, afinal é melhor ter produtos para vender do que perder vendas pelo baixo estoque.

Fonte: Couromoda