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Gestão & Liderança Postado em quinta-feira, 05 de dezembro de 2019 às 09:01
As vendas são uma das esferas mais importantes para uma empresa. Ter êxito é fundamental no sentido de se alcançar bons resultados. Para isso, planejar, treinar a equipe, gerenciar recursos, pensar no produto e atender bem o cliente fazem parte de uma boa gestão de vendas com o propósito de que haja mais lucros.

Empreendedores buscam investir em estratégias para expandir o egresso de serviços e produtos. Tópicos essenciais levados em consideração são o bom gerenciamento da equipe e a continuidade do relacionamento com os demais clientes. Neste processo, é indispensável saber atrair o perfil de consumidor que deseja, segmentar, ver suas necessidades e entender quais são os seus problemas e como pode resolvê-los.
Rafael Reolon, diretor de expansão da SetaDigital (Cascavel/PR), companhia de tecnologia da informação especializada no setor calçadista, analisa que isso está diretamente relacionado no alinhamento aos 4 P's do Marketing (produto, preço, promoção e praça). "Quando a empresa tem a visão de fazer isso e tem algo desalinhado, vai haver dificuldade. É preciso estar tudo certo, com as pessoas certas, na hora certa, no lugar certo e pelo preço certo", frisa. "É preciso pensar com os colaboradores quem são as parcerias que a empresa precisa ter para chegar no público que deseja atingir. Qualidade e pensar no que o produto oferece a mais são fatores importantes."

O professor do curso de administração da Universidade Feevale (Novo Hamburgo/RS), Jefferson Dobner Sordi, acrescenta que, caso uma companhia ainda não saiba qual o perfil do seu consumidor, faça um bom posicionamento e conheça o seu propósito de atuação. "Isso é parte essencial para uma boa estratégia de comunicação. Saiba onde e como o seu cliente busca informações e esteja presente lá. Transmita o seu propósito de atuação que o seu cliente irá ver tua empresa como uma potencial marca para comprar", aconselha.

Escolha de preços

Para definir preços, a gestora de projetos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS), Aliana Maciel, diz que é preciso entender a estrutura de custos e mercado, e analisar concorrentes para definir a estratégia que adotará conforme seu público. Sordi aconselha esquecer a fórmula de custos fixos variáveis margem de lucro. "Preço não se faz assim", enfatiza. Segundo ele, leva-se em consideração os custos da produção do produto ou serviço. Contudo, é preciso observar o que a concorrência faz para ver como se posicionam em relação a essa variável. O preço deve estar de acordo com o mercado. "Se a empresa, entretanto, entender que seu produto merece ser mais valorizado, pode transferir esse valor para o preço de venda."
Reolon complementa que se houver a necessidade da empresa baixar o custo de algum produto à custo de comprometer margem, é preciso avaliar se o negócio é realmente rentável. "Quando o negócio está em andamento é preciso estar constantemente reavaliando se os preços do produto estão dentro das expectativas do que o cliente está pagando."

Lucro X Faturamento

Faturamento é tudo aquilo que entrou de receitas e vendas para a empresa em um determinado período, e lucro é o faturamento menos os custos e despesas do negócio - custos com o produto, serviço, salários, impostos. Aliana Maciel ressalta que faturar mais não necessariamente significa que a empresa está ganhando mais. "Se a despesa aumentou, talvez o lucro não tenha sido influenciado positivamente", analisa.Esclarecimentos de Jefferson Sordi asseguram que existem empresas que balizam seu desempenho em relação ao faturamento. "Isso é prejudicial, pois pode haver um grande problema em relação aos custos e despesas que passam despercebidos."

Itens a serem liquidados

Os melhores itens a serem liquidados são aqueles que estão há muito tempo no estoque ou aqueles que estão com as vendas emperradas. "Não se faz liquidação de produtos que tem saída constante", lembra Sordi. "Dependendo do segmento, peças de coleções anteriores também são boa alternativa para liquidar", complementa Aliana.

Mais vendas

Produto, atendimento e serviço de pós-vendas são os principais pilares, na visão de Sordi, para se conquistar mais vendas. Vender, acrescenta Aliana, é uma habilidade indispensável para os empreendedores. Ela observa que a função do vendedor não é mais a mesma porque o cliente mudou. "Antes ele dependia do vendedor para ter informações sobre um produto ou serviço. Hoje esse mesmo cliente tem uma quantidade enorme de informações à sua disposição", destaca. "Vender é mais ouvir do que falar. E o papel do vendedor é mais fazer as perguntas certas, mais perguntar do que respondê-las."

Métricas

Sordi afirma que para definir métricas é importante estabelecer que elas tenham três dimensões essenciais. Primeiro, é essencial avaliar o volume absoluto delas (produtos vendidos, visitas, contatos, etc). Depois, é necessário analisar essas métricas em relação a alguma coisa. "Buscas taxas e porcentagens associadas a um indicador de volume é essencial nessa etapa", salienta. Por fim, deve-se distribuir essas métricas ao longo de um tempo e observar o comportamento delas. A partir dessa compreensão, reflete o docente, é possível pensar em como definir métricas. "Observe o mercado e seus concorrentes. Estão crescendo? Qual o potencial de mercado que sua empresa tem? Quanto você investe em comunicação e o quanto isso impacta a suas vendas? Métricas não são receita de bolo. Elas se adaptam à realidade da empresa."

Deficiências

A partir das deficiências identificadas em uma empresa, Aliana sugere traçar um plano de ação, definindo responsáveis e prazos para implementar melhorias. Para Sordi, o papel do gestor de vendas é observar o que não está acontecendo e traçar estratégias para mudar esse panorama. "O constante investimento em treinamento e desenvolvimento dos seus vendedores é essencial para deixar essas situações para trás", conclui.

Fonte: Jornal Exclusivo
Estratégia & Marketing Postado em quinta-feira, 05 de dezembro de 2019 às 08:53
Realidade aumentada permite experimentar sapatos antes de fazer uma compra Em uma missão para facilitar as compras online, a Wannaby , uma empresa de comércio de realidade aumentada /RA, fez manchetes no início de 2019 com sua plataforma RA. Com uma visão de computador de última geração e renderização, a tecnologia da Wannaby permitia que os consumidores experimentassem sapatos, joias e cor de esmaltes antes de fazer uma compra.

A experiência de compra da plataforma vem com grandes vantagens para os varejistas e e-commerce. As lojas online provavelmente terão maiores conversões e taxas de retorno reduzidas quando permitirem que seus clientes visualizem os produtos na vida real. Aqueles com lojas físicas se beneficiarão da melhoria da imagem da marca, da conscientização e do reconhecimento e do aumento do envolvimento do cliente.

Tecnicamente, a tecnologia pode rastrear as mãos e o corpo do usuário. Pode renderizar objetos complexos em vários ambientes, enquanto transfere cores, textura e iluminação. Quando se trata de tornar a experiência RA do usuário mais realista, a Wannaby encontrou uma maneira de executar redes neurais em tempo real em dispositivos móveis, aprimorando o desempenho do algoritmo para a percepção humana e aproveitando conjuntos de dados exclusivos feitos a mão.

Colocando sua tecnologia RA nas mãos dos consumidores, a Wannaby apresentou os projetos Wanna Kicks, que dá aos usuários a oportunidade de comprar calçados em realidade aumentada. Outro projeto é o Wanna Nails. Dá-lhe a oportunidade de experimentar em suas unhas diversas cores de esmalte.
Por último, há jóias. Eles criaram uma maneira da RA mudar radicalmente as interações entre produto e usuário, permitindo que o cliente desenvolva um senso mais profundo de conexão com uma marca, testando virtualmente.

Fonte: Stylo Urbano