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Varejo & Franquias Postado em domingo, 20 de outubro de 2019 às 13:51
Os calçados de couro estão cada vez mais presentes na decisão de compra dos consumidores. Estudo lançado pelo IEMI - Inteligência de Mercado demonstra que 25% dos brasileiros adquiriram o item em sua última compra e destes 55% (ou 14% do total) afirmam que o fato de o calçado ser de couro teve um peso relevante na escolha. E aqui trata-se de couro natural e não imitações a partir de materiais sintéticos.

A pesquisa avaliou o interesse no consumo de calçados de couro e de calçados sustentáveis. Ao todo, foram entrevistados 1.250 consumidores acima de 18 anos e de todos os poderes de compra e regiões do País. A análise foi dividida em duas partes: a demanda por calçados de couro, e o interesse por calçados sustentáveis (que geram menos perdas, que sejam recicláveis ou mais duráveis e que seus processos de produção consumam menos água ou energia ou utilizem menos substâncias prejudiciais ou tóxicas).

“O estudo é resultado de uma parceria com a JBS Couros e o IEMI para avaliar a percepção de valor dos calçados de couro para os consumidores brasileiros e a crescente importância da sustentabilidade das marcas na decisão de compra de calçados”, diz o economista Marcelo Prado, diretor do IEMI.

Jorge Bitencourt, gerente executivo de Marketing da JBS Couros, afirma que os consumidores vêm demonstrando um interesse cada vez maior por empresas que seguem práticas responsáveis e sustentáveis e que ainda há muito espaço para crescer nesse mercado. “A JBS Couros saiu na vanguarda do setor com o lançamento, no início do ano, de um couro sustentável. O Kind Leather rapidamente tem ganhado espaço entre importantes clientes globais, já que oferece uma série de benefícios ambientais, sociais e econômicos relevantes”, explica Bitencourt.

Com relação ao calçado sustentável, 45% dos consumidores acreditam ter adquirido um produto com essa característica em sua última compra. Dentro deste grupo, 42% (ou 19% do total) afirmam que a sustentabilidade foi um fator muito relevante à escolha no momento da compra.

De todos os participantes, 65% dos consumidores pagariam mais por um calçado de couro e 58% estariam dispostos a pagar mais por um calçado sustentável. Na média, os entrevistados afirmaram que pagariam até 25% a mais por um produto de couro e sustentável.

O diretor do IEMI aponta o número relevante de que 70% dos consumidores que adquiriram calçados de couro natural em sua última compra afirmaram que o produto de couro deveria custar mais caro que um calçado do mesmo modelo e de outro material. “Isto ressalta o potencial de agregação de valor que o couro oferece”, afirma Prado.

Qualidade lidera atributos na escolha da marca

Independentemente do tipo de calçado, entre os principais atributos que mais agradam os consumidores na hora de escolher uma marca, estão a qualidade do produto (57%), o preço acessível (50%) e o produto “calçar bem” (49%).

De acordo com consumidores entrevistados que adquiriram o calçado de couro em sua última compra, quando comparado com um calçado de outro material, o produto é mais confortável mais durável, com maior qualidade, mais bonito e sofisticado. Em termos de design, o produto é bem avaliado, mas ainda pode se diferenciar mais, provavelmente por conta do apelo atemporal explorado pelas marcas que ofertam o produto no mercado e que agrada a maioria dos consumidores.

Segundo o IEMI, a média de valor pago por um calçado de couro é de R$ 318,62 e por um calçado de outros materiais é de R$ 221,79. O estudo ainda aponta que a frequência média de compra para os calçados de outros materiais é de 3,8 vezes por ano, enquanto que os consumidores que adquiriram calçados de couro apresentam uma frequência média superior, de 4,4 compras/ano. “Até por estarem enquadrados em um grupo com maior poder de compra”, indica Prado.

Atributos na escolha da marca


Os motivos para a “não-compra”

Entre as principais razões que fazem com que os consumidores deixem de comprar determinadas marcas, as mais apontadas foram: o produto não encantar, os preços altos em relação à qualidade ofertada e empregar trabalhadores em condições degradantes.

Demais assuntos relacionados ao meio ambiente e à responsabilidade social também foram bastante considerados pelos consumidores. “Estas questões são encaradas pelo consumidor como uma quebra de confiança, uma vez que ele tenha a percepção de que a marca é engajada nestes temas, a intensidade da rejeição mostra-se mais impactante do que a aprovação junto a uma marca que atende estes requisitos”, completa Prado.

Motivos para não comprar de uma marca


Perfil do consumidor de calçado de couro

De acordo com a pesquisa do IEMI, é possível concluir que o perfil típico do consumidor de calçado de couro é homem, acima de 45 anos, pertencente às classes A e B. “Analisando a participação dos calçados de couro nos perfis do comportamento de consumo dos brasileiros, observa-se que o produto é muito desejado pelo público em geral, mas há uma enorme oportunidade para ampliar o engajamento dos consumidores mais jovens, em que o maior atrativo pode ser os calçados fabricados com couros sustentáveis”, afirma Marcelo Prado.

As mulheres totalizaram 60% dos consumidores de calçados em geral, contra 40% dos homens, independentemente do tipo de produto que compraram. Na comparação entre a compra de calçados de couro e de outros materiais, 23% das mulheres optaram pelo de couro, já entre os homens, 29% optaram por esse tipo de produto.

No comparativo da escolha por calçados de couro versus calçados de outros materiais, mais de 40% dos consumidores com idade acima de 45 anos escolheram o couro natural. Já entre os jovens de 18 a 24 anos, essa proporção foi bem menor, em torno de 12%, devido aos modelos de calçados que utilizam no seu dia a dia: mais informais; em geral, tênis, sandálias e outros produtos com materiais têxteis ou sintéticos. Os consumidores das classes A e B somam 78% dos que optaram, em sua última compra, pelo calçado de couro, em vez de outros materiais, por ser tratar de um público que preza mais pela qualidade do produto.


Fonte: Falando de Varejo
Economia & Finanças Postado em domingo, 20 de outubro de 2019 às 13:47
Dívidas em atraso caem -2,5%, o recuo mais intenso desde dezembro de 2017

O número de pessoas físicas inadimplentes no país continua crescendo, mas em patamares mais modestos do que em períodos anteriores. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o volume de consumidores com contas em atraso aumentou 1,3% no último mês de setembro na comparação com igual período de 2018. Trata-se da menor expansão do número de devedores desde dezembro de 2017, quando a variação também havia sido de 1,3%. Em setembro do ano passado, a inadimplência cresceu 3,9%.

O arrefecimento da inadimplência também dá sinais mais evidentes na comparação mensal do indicador. Nesse caso, sem ajuste sazonal, a quantidade de consumidores com contas atrasadas apresentou um leve recuo de -0,5%, o que configura a quarta queda seguida na série histórica do indicador.

Outro dado que caminha na mesma direção é o número de dívidas em atraso, que teve queda de -2,5% em setembro deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado – a quarta contração seguida e a mais expressiva desde dezembro de 2017.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a expectativa é de que a inadimplência não volte a crescer a taxas expressivas no curto prazo, mas apresente sinais de estabilidade. “A economia e o consumo seguem se recuperando de forma lenta e gradual e assim deverá ser o comportamento dos próximos meses. Isso impedirá que a inadimplência cresça a taxas expressivas como no passado, mas por sua vez, também não será o suficiente para induzir uma queda mais acentuada no número de atrasos. Ainda demorará para observarmos um aumento expressivo na renda do brasileiro e na queda do desemprego, que são os fatores que mais pesam na capacidade de pagamento das famílias”, analisa Pellizzaro Junior.

Fonte: Exclusivo