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Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 17 de abril de 2019 às 16:32
O varejo brasileiro tem inovado. Porém, a passos lentos, diz Edmar Bulla, CEO do Grupo Croma. Segundo dados da pesquisa “High Tech Retail”, da consultoria de design de soluções para negócios, 29% das pessoas conhecem aplicativos de lojas e sites, mas nunca usaram a tecnologia, e 32% sabem da existência do recurso de autoatendimento, no entanto, não demostraram interesse em utilizar a ferramenta. “Para a maioria dos shoppers, a recompensa ainda não está clara em relação aos benefícios que essas tecnologias agregam no cotidiano. Apesar de algumas marcas colocarem a inovação em prática em suas lojas e sites, essas mudanças não estão sendo comunicadas ao ponto de seduzir o shopper e influenciá-lo a uma mudança de hábito”, fala o profissional.

O estudo, realizado a cada três anos, é baseado em entrevistas com 1.400 pessoas, espalhadas pelo Brasil, via questionário online. “O principal objetivo do estudo é mostrar quais são os caminhos de inovação que o varejo deve seguir para se adaptar às expectativas das pessoas”, explica Edmar. A pesquisa “High Tech Retail” também utiliza dados secundários de desk research.

Segundo estudo “High Tech Retail”, do Grupo Croma, 40% dos shoppers pretendem usar mais aplicativos em suas estratégias de proximidade com o consumidor; 32%, vídeos; 29%, autoatendimento; 35%, leitor de código de barras; 51%, realidade virtual; 46%, provadores virtuais; 38%, inteligência artificial; e 35%, smartphones.

Para os consumidores, comodidade (84%) e economia de tempo (83%) são os principais benefícios da tecnologia aplicada no varejo. “Os shoppers têm a consciência de que o uso da tecnologia pode influenciar positivamente todo o processo de compra”, diz o CEO do Grupo Croma. De acordo com o levantamento da consultoria, 80% dos respondentes afirmam que consideram realizar comprar em lojas que usam tecnologia, 79% recomendam empreendimentos inovadores a amigos e família e 76% compram mais produtos e serviços de marcas que investem em tecnologia.

Segundo Edmar, telefonia, informática e eletrônicos são os setores mais inovadores. “No entanto, uma outra oportunidade de mercado está atrelada à capacidade de levar ao shoppers inovação humana, didática e aplicável a um contexto brasileiro de baixa escolaridade e que demanda extrema simplicidade. Usabilidade que promove experiência encantadora e compra vantajosa é a chave do sucesso”, conta.

O estudo do Grupo Croma aponta que 40% dos shoppers pretendem usar mais aplicativos em suas estratégias de proximidade com o consumidor; 32%, vídeos; 29%, autoatendimento; e 35%, leitor de código de barras. “Essas tecnologias já são uma realidade no Brasil. Os grandes varejistas como Via Varejo, Magazine Luiza, Pão de Açúcar e Carrefour têm promovido mudanças significativas e, o que é mais importante, em escala”, diz o profissional.

Porém, de acordo com Edmar, a grande dificuldade, muitas vezes, não está em inovar, mas em tornar a inovação segura, viável e escalável tanto nacionalmente quanto regionalmente. Para o profissional, os resultados expressivos dessas tecnologias estão relacionados ao uso cotidiano e disseminação de outras formas de conteúdo nesses mesmos formatos, como jogos, aplicativos diversos e geolocalizadores. “No entanto, ao explorar o que o shopper considera mais importante e inovador, pagamentos sem dinheiro ou cartão apresentam a maior atratividade do ponto de vista de novidades tecnológicas, já que 83% dos entrevistados pretendem pelo menos experimentar essa inovação”, adiciona.

Além disso, segundo o levantamento, 51% dos shoppers pretendem usar realidade virtual; 46%, provadores virtuais; e 38%, inteligência artificial. Visualização de produtos em 3D e a realidade aumentada também surgem como soluções tecnológicas que teriam grande aderência, nos próximos anos, e 86% dos brasileiros pretendem pelo menos experimentar essas tecnologias. “Jornadas de compra mais rápidas, sem obstáculos e prazerosas são diferenciais competitivos para o varejo. Tudo o que possa facilitar o processo,agilizar a compra e auxiliar sua fluidez será bem-vindo, bem como tecnologias que diminuam filas e facilitem o pagamento”, fala Edmar.

Também os smartphones estarão, cada vez mais, presentes na jornada de compra nas lojas físicas. Nesse contexto, tecnologias como leitor de código de barras crescerão em uso, já que 35% dos entrevistados pretendem usar muito o recurso e 43% pretendem experimentar.  “Hoje, os aparelhos móveis já permitem a compra do que se quer e onde se quer, com entregas onde o shopper estiver. Assim, os ambientes físicos deverão se adaptar a esse tipo de tecnologia para atender demandas de compra, mesmo que o cliente não tenha entrado na loja física”, diz o CEO do Grupo Croma. De acordo com o “High Tech Retail”, 73% dos entrevistados pretendem comprar pela internet, nos próximos anos, e muitas dessas compras passará pelos aplicativos.

Para Edmar, o único perigo da inovação no varejo é “lançar mão da tecnologia sem considerar necessidade, tensões, expectativas e jornas de diferentes shoppers brasileiros”. O profissional afirma que, se bem empregada, a tecnologia, como qualquer outro recurso, só trará benefícios à sociedade.

Fonte: Meio e Mensagem
Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 17 de abril de 2019 às 16:26
O bom desempenho da preview da coleção outono-inverno, junto com a chegada do frio e a proximidade do Dia das Mães, animam o varejo de moda.

Em enquete realizada mensalmente pela Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), que representa cerca de 90 grandes marcas do varejo brasileiro, 80% das associadas reportaram resultados de vendas melhores em março em relação ao mesmo mês de 2018.

Para o diretor executivo da ABVTEX, Edmundo Lima, o resultado pode estar refletindo a virada de coleção para outono/inverno nas vitrines. “Este resultado acompanha a tendência do início do ano de retomada gradual do nível de confiança do consumidor em adquirir itens de moda.”

Com a proximidade do frio, cresce o interesse dos consumidores pelas novas coleções. “É neste período que o varejo apresenta o que foi desenvolvido para a estação e quais são as grandes tendências de moda internacionais e nacionais. A virada de coleção é sempre um momento importante para provocar um movimento novo, despertar o interesse do consumidor e atraí-lo para as lojas”, aponta Lima.

Esta também é a estação que traz às lojas produtos de maior valor agregado. “Se o frio coincidir com o Dia das Mães, a segunda melhor data comemorativa do ano para o varejo de moda, podemos esperar resultados ainda melhores para o setor”, analisa o diretor executivo da Associação.

A ABVTEX reúne 27 das mais representativas redes de varejo nacionais e internacionais, contemplando quase 90 marcas que comercializam vestuário, calçados, bolsas, acessórios de moda, além de artigos têxteis para o lar.

Fonte: Falando de Varejo