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Estratégia & Marketing Postado em quarta-feira, 17 de abril de 2019 às 16:13
De acordo com os números da MediaKix, o marketing de influenciadores no Instagram já é um negócio de 1,7 bilhão de dólares, e um novo relatório da Edited rastreia a maneira como a plataforma de partilha de imagens continua a revolucionar a forma como são criadas as tendências na indústria da moda, focando-se especificamente em duas das tendências mais atuais do momento: o néon e o animal print.


Como indicado pela Edited, enquanto antes as tendências surgiam na passarela ou eram geradas nas ruas, a rápida resposta que agora alguns vendedores podem oferecer acrescentou um novo elemento ao ciclo da moda.

No entanto, o mais importante é que agora, graças ao facto de os consumidores poderem interagir com os influenciadores em tempo real, as tendências virais das redes sociais podem alterar e interromper esse ciclo a qualquer momento.

A tendência néon, por exemplo, começou a ganhar força em agosto do ano passado, quando Kim Kardashian West compareceu ao aniversário da sua irmã Kylie, um evento muito documentado no Instagram, num vestido rosa néon personalizado da Yeezy. Desde então, a quantidade de novos produtos néon aumentou 743% em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto a hashtag #neon tem atualmente cerca de 10 milhões de publicações no Instagram.

A Fashion Nova, uma retalhista de fast fashion, foi uma das primeiras a aderir à tendência, oferecendo rapidamente uma gama de produtos néon e imediatamente as passarelas seguiram o exemplo, com marcas como Off-White, Blumarine e Christian Sirano a incluírem toques desta gama nas suas propostas para a primavera 2019.

Com a tendência já consagrada, o seu crescimento começou a acelerar rapidamente, uma progressão traçada pela Edited, que associou a introdução de novos produtos néon no mercado dos Estados Unidos com as populares publicações do clã Kardashian-Jenner.

Tal como mostra o gráfico da Edited, esta tendência começou efetivamente a acelerar o ritmo em dezembro de 2018 e continuou a mostrar um crescimento particularmente forte a partir de janeiro, após Kendall Jenner publicar uma fotografia sua com uma blusa verde néon, que teve cerca de 7,8 milhões de gostos.

No entanto, foi Kylie Jenner quem impulsionou uma inesperada sub-tendência em janeiro deste ano, com um novo produto de estampado de vacas que aumentou 260% nos últimos três meses, após a publicação de uma fotografia do seu maiô esportivo decorado com este estampado bovino nas celebrações do primeiro aniversário da sua filha Stormi.

Há muito tempo que os estampados de animais se estabeleceram como favoritos entre influenciadores e celebridades, e o mercado de massas nos Estados Unidos registou um aumento de 371% em novos produtos com este tipo de estampado desde 2016.

O estampado de leopardo tem estado na liderança, com o número de novos produtos a aumentar 345% desde 2016, mas o estampado de cobra aumenta rapidamente, registando um crescimento de novos produtos de 427% no mesmo período.

Olhando para o futuro, a Edited também destacou quatro tendências populares entre os influenciadores que parecem prontos para ganhar força nos próximos meses. Os novos lançamentos de produtos tie-dye, por exemplo, dispararam 803% no mercado dos Estados Unidos nos últimos três meses, em comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto a introdução de novos acessórios para o cabelo cresceu 135%.

Tendência recorrente nas coleções para o outono de 2019, os macacões estilo frentista (boilersuits) aumentaram 30% no mesmo período de três meses, com os tons neutros a ganharem terreno, com um aumento de 22%.

Em março de 2019, o Instagram contava com mais de bilhões de utilizadores e mais de 500 milhões de utilizadores diários do Instagram Stories. E o poder dos influenciadores da plataforma parece continuar a aumentar, graças às novas funcionalidades introduzidas pela própria plataforma e à função de pagamento lançada recentemente, além das inovadoras associações com influenciadores lançadas pelas marcas

Fonte: Fashion Network
Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 17 de abril de 2019 às 16:08
Pressionado pelo aumento do desemprego e da inflação da comida e também pela queda na renda, o consumo de alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza dentro da casa dos brasileiros sofreu um baque neste início de ano. Em janeiro e fevereiro, houve uma queda de 5,2% no número de unidades de itens básicos comprados pelas famílias em relação ao mesmo período de 2018, aponta pesquisa da consultoria Kantar. Foi a primeira retração para o período em cinco anos.

Também foi a primeira vez desde o início da pesquisa, em 2014, que houve recuo nas compras de todas as cestas de produtos, com retrações importantes em produtos básicos e de difícil substituição. Entre os itens que mais contribuíram para a queda do consumo em unidades das respectivas cestas estão açúcar (alimentos), papel higiênico (higiene), leite de caixinha (lácteos), detergente em pó (limpeza) e cerveja (bebidas).

"Fiquei chocada com o resultado. É uma queda bem forte que ocorreu em todas as classes sociais e regiões do país", afirma Giovanna Fisher, diretora da consultoria e responsável pela pesquisa.Semanalmente, equipes da consultoria visitam 11,3 mil domicílios para tirar a temperatura do consumo a partir do tíquete de compra da família. A amostra retrata as compras de 55 milhões de domicílios ou 90% potencial de consumo do país.

Classe C

A classe C foi a que mais retraiu o consumo no bimestre e o interior do Estado de São Paulo, por concentrar uma grande fatia dessa população, foi a região que registrou a maior queda, seguida pelas regiões Norte e Nordeste.

O que chama também a atenção nos resultados é que, além de ir menos vezes às compras, a cada ida ao supermercado o consumidor levou uma quantidade menor de produtos para casa. Esse movimento traduzido em números significou uma queda de 2,2% na frequência de compras no bimestre em relação ao ano anterior e redução 5,7% no número de unidades adquiridas a cada compra.

Giovanna explica que até pouco tempo atrás a frequência permanecia estável ou apresentava um pequeno recuo. Mas quando o brasileiro fazia as compras ele levava para casa uma quantidade de produtos maior. "Antes, as pessoas compensavam com volumes médios maiores a ligeira redução na frequência de compras. Com isso, o volume total consumido se mantinha estável e agora, não."

Dados nacionais de vendas dos supermercados confirmam esse movimento. A receita real de vendas acumulada no ano, que crescia 2,95% em janeiro ante o mesmo mês de 2018, desacelerou para 2,51% no primeiro bimestre, segundo a Associação Brasileira de Supermercados. Na divulgação dos resultados no início do mês, João Sanzovo Neto, presidente da entidade, atribuiu parte do enfraquecimento no ritmo de vendas à lenta recuperação da economia e ao desemprego elevado.

Inflação

A virada que houve na inflação de alimentos e bebidas explica, na opinião do economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, Fabio Bentes, boa parte da freada nas compras. "A inflação vista por dentro mudou muito", diz.

Alimentos e bebidas respondem por quase 25% dos gastos das famílias e são a maior fatia do orçamento. Ao longo de 2017 e parte de 2018, os preços dos alimentos e bebidas ajudaram a segurar a inflação geral. Enquanto a inflação, fechou 2017 em 2,95%, alimentos e bebidas tiveram deflação de 1,87%.

Em 2018, a inflação em 12 meses de alimentos e bebidas correu abaixo da inflação geral até outubro. A partir de novembro, a inflação de alimentos e bebidas acumulada em 12 meses superou a inflação geral, mês a mês, até atingir o pico em março. No mês passado, a inflação geral em 12 meses chegou a 4,58% e a inflação de alimentos e bebidas atingiu 6,73%, a maior variação em 12 meses desde dezembro de 2016 (8,61%).

Fonte: Época Negócios